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Ao longo desta semana, 278 refugiados sairão de Roraima e serão levados, em aviões da FAB, para outros estados em busca de novas oportunidades

A previsão é de que em setembro, 400 venezuelanos sejam transportados para outros estados a cada semana
Marcelo Camargo/Agência Brasi - 4.5.18
A previsão é de que em setembro, 400 venezuelanos sejam transportados para outros estados a cada semana

Na sexta etapa do  processo de interiorização dos venezuelanos que estão em Roraima, 189 imigrantes serão transferidos para Manaus, João Pessoa e São Paulo nesta terça-feira (28), conforme informou a Casa Civil e a ONU Brasil.

Os venezuelanos deixaram a capital de Roraima, Boa Vista, às 8h da manhã (9h em Brasília) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em busca de novas oportunidades.

Esse é o primeiro grupo dessa sexta etapa do processo de interiorização dos refugiados que cruzaram a fronteira do país, por conta da crise político-econômica da Venezuela.

Ao todo, ao longo da semana, serão 278 pessoas transferidas em aviões da FAB. Na próxima quinta-feira (30), 60 deles serão levados para a cidade paranaense de Goioerê, 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Entre abril a julho deste ano, 820 pessoas foram transferidas de Roraima para sete cidades. A maior parte deles (287) foi encaminhada para centros de acolhimento em São Paulo.

A previsão da Casa Civil da Presidência da República, que tem coordenado a ação, é que, somando os meses de agosto e setembro, a interiorização inclua outros mil venezuelanos. De acordo com o órgão, em setembro, cerca de 400 pessoas devem ser transportadas a cada semana.

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Processo de interiorização dos venezuelanos

Ação voluntária possibilita que os venezuelanos transferidos recebam CPF e carteira de trabalho
Agência Brasil
Ação voluntária possibilita que os venezuelanos transferidos recebam CPF e carteira de trabalho

A transferência para outras cidades acontece de forma voluntária como uma alternativa para os imigrantes que estão vivendo em situação de extrema vulnerabilidade.

A partir da manifestação das cidades que disponibilizam espaços para acolher estas pessoas e do perfil desses abrigos, são identificados os que têm interesse em participar do processo.

Todos os venezuelanos que migram para outras cidades recebem vacina e são submetidos a exame de saúde. A situação deles no país também é regularizada e eles passam a ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho.

A ação tem sido feita em parceria entre o governo e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, como as Agências para Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além do Fundo de População das Nações Unidas (Unfa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com a Casa Civil, ainda antes do embarque dos refugiados, os órgãos envolvidos no processo, as autoridades locais e a coordenação dos abrigos definem estratégias para garantir o atendimento de saúde aos venezuelanos, a matrícula das crianças em escolas nas cidades, a garantia de um reforço para o ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

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Outra medida é voltada para o setor privado que têm sido motivado a absorver a mão de obra dos venezuelanos .

*Com informações da Agência Brasil