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Janaína Romão Lúcio foi morta pelo ex-marido, com cinco facadas no peito e nas costas, enquanto buscava as suas filhas na casa dele, no último sábado

Janaína trabalhava como assessora no Ministério dos Direitos Humanos e foi vítima de feminicídio neste sábado
Reprodução/Facebook
Janaína trabalhava como assessora no Ministério dos Direitos Humanos e foi vítima de feminicídio neste sábado

Uma funcionária terceirizada do Ministério dos Direitos Humanos foi morta em Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal, neste sábado (14). O caso, que aconteceu a cerca de 26 km do centro de Brasília, foi registrado como feminicídio pela 33ª Delegacia de Polícia.

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Janaína Romão Lúcio, 30 anos, foi esfaqueada ao ir buscar as filhas na casa do seu ex-marido. Segundo testemunhas, a vítima discutiu com ele. Ela trabalhava como assessora do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento das Políticas Públicas para a População em Situação de Rua, no Ministério dos Direitos Humanos .

Não foram divulgados, pela Polícia Civil – que investiga o episódio – detalhes sobre o ocorrido. Porém, em nota, o ministro da pasta, Gustavo Rocha, lamentou a morte da funcionária pública e repudiou a violência contra as mulheres, reafirmando que há uma suspeita de feminicídio .

"Em nome de todo o ministério, compartilho do luto e manifesto solidariedade aos familiares e colegas de trabalho", manifestou o ministro, destacando a gravidade da situação das mulheres vítimas da violência. "O Ministério está em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para acompanhar de perto as investigações do assassinato de Janaína", diz a nota.

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Assim como manifestado no comunicado, representantes do Ministério dos Direitos Humanos já estão em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para seguirem acompanhando de perto as investigações do assassinato de Janaína . Segundo as primeiras informações reveladas pela polícia, Janaína foi morta com cinco facadas no peito e nas costas. 

Ministério dos Direitos Humanos não foi o único a soltar nota

Além do Ministério dos Direitos Humanos , o escritório potiguar do Movimento População de Rua informou, também em nota, ter recebido a notícia da morte de Janaína "com imensa tristeza e pesar". “Esperamos que o caso seja apurado e o assassino seja preso e pague pelo crime bárbaro de feminicídio”, acrescentou o movimento, que ainda repudiou todas as mortes de pessoas que viviam nas ruas.

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* Com informações da Agência Brasil.