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Ceará, Santa Catarina, Rondônia, Rio Grande do Sul e o Porto de Santos, em São Paulo, ainda contam com paralisação da categoria; veja como está a situação do abastecimento de combustível nos postos dos estados brasileiros

Situação na maioria dos estados é de normalização, mas ainda há falta de combustível em diversas cidades devido à greve dos caminhoneiros
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Situação na maioria dos estados é de normalização, mas ainda há falta de combustível em diversas cidades devido à greve dos caminhoneiros

Grande parte das estradas brasileiras amanheceu sem bloqueios nesta quinta-feira (31). No 11º dia de greve dos caminhoneiros, ainda há paralisações no Ceará, Santa Catarina, Rondônia, Rio Grande do Sul e no Porto de Santos, em São Paulo.

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Segundo a declaração do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, 197 “pontos de aglomeração” de caminhoneiros ainda estavam ativos no início da noite de quarta-feira (30). A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal.

Dessa forma, o abastecimento de comida, combustível e outros insumos estão voltando à normalização. Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Pernambuco e Distrito Federal já estão sentindo a melhora.

Para reforçar os esforços para o fim da greve , o presidente Michel  Temer sancionou a lei que prevê a reoneração da folha de pagamento de setores da economia. No entanto, o trecho que eliminava a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano, conforme aprovado pelo Congresso, foi rejeitado.

Combustível

Em São Paulo, cerca de 20% dos postos da capital já estavam abastecidos ontem, mas contava com filas longas durante o dia. Caminhoneiros que bloqueavam a refinaria da Petrobrás de Paulínia, que abastece a região metropolitana do estado, prometeram encerrar o cerco até o fim da tarde de quarta.

Além disso, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia afirmou que entre segunda e terça-feira (4 e 5), tudo voltará ao normal.

No Rio de Janeiro, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência do Município do Rio de Janeiro (Sindcomb) informou que 40% dos postos de gasolina da capital estava abastecidos. No entanto, a procura é grande, o que faz com que alguns postos voltem a ficar com as bombas vazias.

O Minaspetro, sindicato da categoria em Belo Horizonte, garantiu que entre hoje e amanhã, todos os postos da cidade serão abastecidos. Nos municípios do interior, o abastecimento total deve acontecer no final de semana.

Em Pernambuco, Paraná, Tocantins, Rondônia, Roraima e Brasília, a situação também está sendo normalizada. Enquanto Mato Grosso e Goiás ainda sofrem com o desabastecimento.

Fim da greve dos petroleiros

Depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aumentou de R$ 500 mil para R$ 2 milhões a multa diária aos sindicatos dos petroleiros que aderirem à greve, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) resolveu pedir que os sindicatos da categoria  suspendam as paralisações, iniciadas na quarta-feira.

"A decisão do TST é claramente para criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais. Diante disso, a FUP orienta os sindicatos a suspenderem a greve. Um recuo momentâneo e necessário para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria", diz o comunicado publicado pela FUP em sua página

O Sindipetro Paraná de Santa Catarina também decidiu, em assembleia, que as atividades devem retornar ao normal a partir das 7h30 desta quinta-feira.

A multa foi revisada pela ministra Maria de Assis Calsing, do TST, que atendeu parcialmente ao pedido da Advocacia Geral da União (AGU), que pedia o aumento da multa para R$ 5 milhões.

"Os petroleiros saem da greve de cabeça erguida, pois cumpriram um capítulo importante dessa luta, ao desmascarar os interesses privados e internacionais que pautam a gestão da Petrobras", afirma a FUP no comunicado desta quinta.

Por meio de nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente.

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