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Presidente anunciou, na noite desse domingo, que atendeu aos pedidos dos manifestantes e apelou para a solidariedade e de patriotismo dos motoristas

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) confirmou nesta segunda-feira (28) que assinou o acordo proposto pelo governo Michel Temer para colocar fim a paralisação de caminhoneiros em todo o Brasil.

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Greve dos caminhoneiros afeta a circulação na cidade de São Paulo na manhã desta segunda-feira (28)
Guilherme Parolim/ iG São Paulo
Greve dos caminhoneiros afeta a circulação na cidade de São Paulo na manhã desta segunda-feira (28)

"A Abcam considera o acordo assinado uma vitória, já que o anterior previa uma redução de apenas 10% por apenas 30 dias. Entretanto, a associação acredita que até dezembro deste ano o governo encontre soluções para que essa redução seja permanente”, informou a associação de caminhoneiros , em nota. 

Na noite desse domingo, o presidente anunciou durante pronunciamento oficial que atenderia os pedidos dos grevistas.O governo federal decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro, valor referente ao que seria a retirada do PIS/Cofins e da Cide sobre esse combustível. Depois desse período, o preço do diesel será ajustado mensalmente. Além disso, a alíquota da Cide sobre o diesel será zerada até o final do ano.

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Equipes do governo com seus ministros passaram o domingo reunidas durante todo o domingo para calcular os impactos do acordo, assinado à noite por lideranças dos caminhoneiros autônomos.  “Sendo assim, já que o objetivo foi alcançado, a Abcam pede a todos os caminhoneiros que voltem ao trabalho”, diz a nota da entidade.

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Em mensagem, o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes, pediu que os caminhoneiros voltem satisfeitos e orgulhosos. “Conseguimos parar este país e sermos reconhecidos pela sociedade brasileira e pelo governo. Nossa manifestação foi única, como nunca ocorreu na história. Seremos lembrados como aqueles que não cederam diante das negativas do governo e da pressão dos empresários do setor. Teremos o reconhecimento da nossa profissão, de que nosso trabalho é primordial para o desenvolvimento deste país. Voltem com a sensação de missão cumprida, mas lembrando que a luta não termina aqui”, disse.

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