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CUT, Força Sindical e outros grupos criticaram autorização de Temer para Forças Armadas atuarem contra caminhoneiros e se prontificaram a negociar

Caminhoneiros mantiveram mobilização com bloqueio de rodovias apesar de acordo com o governo
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 25.5.18
Caminhoneiros mantiveram mobilização com bloqueio de rodovias apesar de acordo com o governo

Os presidentes das principais centrais sindicais do País assinaram nota na tarde desta sexta-feira (25) em reação à  decisão do governo Michel Temer em autorizar o uso das Forças Armadas e forças federais de segurança para liberar rodovias bloqueadas por caminhoneiros em greve.

No texto, os líderes das centrais sindicais  afirmam que a medida equivale a uma tentativa de "apagar o fogo com gasolina" e defendem a negociação dialogada com os caminhoneiros – que  não aderiram ao acordo firmado nessa quinta-feira (24) por líderes da categoria e que previa a suspensão da greve pelo período de 15 dias.

"A proposta do governo de convocar as Forças Armadas como instrumento de repressão é querer apagar fogo com gasolina, ou seja, só acirra o conflito e dificulta uma solução equilibrada", diz o texto.

Além de criticar a medida defendida pelo governo Temer, os grupos se prontificaram a buscar um acordo com os caminhoneiros em greve.

"As centrais sindicais, neste momento de impasse nas negociações entre o governo federal e os caminhoneiros, decidem se colocar a disposição como mediadoras na busca de um acordo que solucione o caos social que o País caminha. Queremos um acordo que leve em conta a justa reivindicação dos trabalhadores e as necessidades do País", conclui o texto.

Leia também: Polícia Federal passa a investigar caminhoneiros por crimes durante mobilização

Greve de caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira (21), provocou o desabastecimento de combustíveis e afetou serviços em diversas cidades do País. O governo cedeu à pressão da categoria e selou, após sete horas de reunião nessa quinta-feira, acordo que previa a zerar a alíquota do Cide "Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel, e reduzir em 10% o preço do combustível nas refinarias pelo período de 30 dias, entre outros pontos.

Devido à falta de combustíveis, a Prefeitura de São Paulo decretou estado de emergência e autorizou a redução da frota de ônibus nas ruas. O rodízio municipal de veículos foi suspenso na capital paulista e até mesmo as viagens nos terminais rodoviários foram reduzidas. No Terminal Rodoviário Tietê, o maior da cidade, houve redução de 20% no número de partidas de ônibus em relação a um dia de operação normal, enquanto esse índice chegou a 40% no Terminal Rodoviário Barra Funda e a 48% no Terminal Rodoviário Jabaquara.

A nota das centrais sindicais divulgada nesta tarde é assinada pelos presidentes da CUT (Vagner Freitas), da Força Sindical (Paulinho da Força), da UGT (Ricardo Patah), da ACB (Adilson Araújo), da Nova Central (José Calixto Ramos), e da CSB (Antonio Neto).

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