Tamanho do texto

Quatro aviões deixaram de decolar pela manhã devido ao desabastecimento e aeronaves que pousarem no terminal de Brasília permanecerão em solo; em São Paulo, ônibus tem frota reduzida e rodízio é mais uma vez suspenso

Abastecimento de aviões no aeroporto de Brasília está comprometido devido à falta de combustível
Divulgação/Aeroporto BSB
Abastecimento de aviões no aeroporto de Brasília está comprometido devido à falta de combustível

A administração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, anunciou nesta sexta-feira (25) que o abastecimento entrou em "estado crítico" devido à falta de combustível decorrente da greve de caminhoneiros, que entrou hoje no quinto dia em todo o País . Quatro voos foram cancelados até as 10h desta manhã devido ao desabastecimento e os passageiros com viagens marcadas estão sendo orientados a entrar em contato com a companhia aérea antes de se dirigir ao local.

De acordo com a concessionária Inframerica, que administra o terminal, deixaram de decolar do aeroporto de Brasília dois voos com destino a São Paulo (das companhias Latam e Azul), um voo para Teresina (da Gol) e um com destino a Miami (American Airlines).

A companhia americana, inclusive, decidiu cancelar de forma preventiva um voo de Miami que deveria pousar no aeroporto Juscelino Kubitschek às 7h35 desta manhã devido ao racionamento de combustível. As aeronaves que pousarem no terminal aéreo ao longo do dia e precisarem ser abastecidas permanecerão em solo até a normalização do fornecimento, segundo a Inframerica.

Em nota, a concessionária afirmou que apenas dez caminhões carregados com querosene de aviação chegaram ao local nesta semana, todos eles sob escolta policial. O fluxo normal para as operações do aeroporto é de 20 caminhões por dia.

A Inframerica ainda defendeu o fim das manifestações que afetam o fornecimento de combustíveis e diversos outros serviços. "É fundamental a liberação dos caminhões bloqueados no protesto de motoristas para regularizar o atendimento e as operações no aeródromo."

Leia também: "Um absurdo, faz-nos reféns", diz ministro do STF sobre greve dos caminhoneiros

Caos em São Paulo

Na maior cidade do País, o quinto dia de paralisação dos caminhoneiros ganhou o apoio de outras categorias e afetou serviços em São Paulo. Devido à falta de combustível, a SPTrans autorizou as empresas de ônibus a rodar com 40% da frota no horário de entrepico desta sexta-feira. O rodízio municipal de veículos foi mais uma vez suspenso pela prefeitura.

O transporte metropolitano, de responsabilidade da EMTU, também está com frota reduzida nas cidades da Grande São Paulo. Motoristas do transporte escolar também fizeram manifestações nesta manhã na zona sul da capital e em cidades do ABC Paulista, provocando ainda mais congestionamentos na cidade.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que conversa com representantes dos caminhoneiros e de empresas de transporte de cargas para "fazer valer a liminar concedida pela Justiça, que garantiu o abastecimento de combustível para os serviços essenciais da cidade". "A Prefeitura lamenta os transtornos causados à população e ressalta que nenhuma manifestação, por mais justa que seja, pode afetar o direito de ir e vir das pessoas.

Os transtornos na capital paulista e no aeroporto de Brasília ocorrem mesmo após o governo ter chegado a um acordo com caminhoneiros , após reunião de sete horas nesta quinta-feira (24), para suspender a greve pelo período de 15 dias. Isso porque a proposta do governo não foi aceita por todas as associações que representam os profissionais da categoria.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.