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Após pressão bem sucedida de caminhoneiros em negociação com o governo, entidades que representam taxistas e motoboys tem reunião prevista para sexta-feira (25) e podem engrossar paralização

Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra o aumento do preço do diesel
Agência Brasil
Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra o aumento do preço do diesel

Após o sucesso dos caminhoneiros , que desde a greve deflagrada na segunda-feira (21) forçaram o governo a reduzir impostos sobre combustível e a Petrobrás a baixar em 10% o preço do diesel por 15 dias, entidades que representam motoboys , taxistas e motoristas de vans estudam aderir ao movimento, engrossando as paralizações pelo país.

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A intenção, disse ao jornal O Globo Gilberto Almeida Santos, presidente do Sindimoto SP, associação que defende os interesses dos motoboys em São Paulo, é “pegar carona” com os caminhoneiros. Uma reunião está prevista para sexta-feira (25) para definir se a categoria também entrará em greve.

“O aumento dos combustíveis é uma mordida que atinge o bolso de todos trabalhadores, inclusive nós motoboys. A nossa categoria recebeu um reajuste de 2%, enquanto a gasolina subiu 50%”, disse Gilberto.

O sindicato dos taxistas em São Paulo é outra associação que, na sexta, decidirá se adere à greve. Para Natalício Bezerra Silva, os motoristas também sofrem com a alta dos preços e querem se unir para pressionar o governo. “Nós nos espelhamos em outras categorias, e devemos nos juntar aos caminhoneiros e, agora, aos motoboys ”, disse ao jornal Folha de S.Paulo .

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Como os carros têm a opção de usar álcool, combustível que baixou de preço recentemente, ainda não é certo, contudo, se a decisão dos associados será em favor da greve .

Condição para o fim da greve

A  manifestação dos caminhoneiros nas rodovias do país só será encerrada quando Michel Temer sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota do PIS-Cofins incidente sobre o diesel, afirmou nesta quinta-feira (24) o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes.

Para ser sancionada pelo presidente, a medida que zera o imposto precisa antes ser aprovada pelo Senado.  De acordo com o presidente da Abcam , a pressão ao governo e os bloqueios nas estradas estão ganhando força inclusive entre grupos não ligados aos caminhoneiros .

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