Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra os sucessivos aumentos do preço do diesel
Agência Brasil
Caminhoneiros estão em greve no Brasil contra os sucessivos aumentos do preço do diesel

A prefeitura de São Paulo informou que cerca de 40% da frota de ônibus do município não irão circular na quinta-feira (24). A redução da frita ocorre em razão da greve dos caminhoneiros , que afeta o abastecimento de combustível para o sistema de transporte.

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A prefeitura acrescentou, ainda, que caso a paralisação persista até sexta-feira, a coleta de lixo será também afetada. “A administração municipal vai solicitar à Justiça que determine a suspensão dos bloqueios aos centros de distribuição de combustível”.

Os caminhoneiros estão em greve há três dias contra os seguidos aumentos do preço do diesel. O movimento fechou algumas estradas, o que já impacta no abastecimento de combustível em diversas regiões do país. 

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Exigências da classe

As principais reivindicações da categoria são a redução de impostos sobre o preço do óleo diesel, como PIS/Cofins e ICMS, e o fim da cobrança de pedágios dos caminhões que trafegam vazios nas rodovias federais que estão concedidas à iniciativa privada.

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A reunião entre o governo federal e representantes dos caminhoneiros terminou nesta terça-feira (23) sem acordo e a paralisação da categoria continua em todo o país.

"O grande problema que o país está atravessando, não só com o caminhoneiro, é o problema do combustível. Tá muito caro, aumenta a cada dia. No caso do transportador autônomo, tem que tirar os penduricalhos, que são o PIS/Cofins e a Cide [impostos]", reclamou o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCam), José da Fonseca Lopes. O governo chegou a pedir uma trégua de três dias movimento, mas o prazo acordado foi até a próxima sexta-feira (25), sem interrupção do movimento.

De acordo com a associação de caminhoneiros, só será permitido o transporte de produtos perecíveis, carga viva, medicamentos e oxigênio hospitalar. Uma nova reunião entre governo e representantes dos transportadores está marcada para quinta (24), no Palácio do Planalto.

"Se até sexta-feira não acontecer nada, aí lamentavelmente vai parar tudo. Não vai funcionar mais nada", assegurou Fonseca Lopes, presidente da ABCam, entidade que representa cerca de 700 mil caminhoneiros , 60 sindicatos e 7 federações.

* Com informações da Agência Brasil

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