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Traficante era um dos mais procurados da cidade, estava foragido há mais de dois anos e era suspeito de ter envolvimento em estupro coletivo de menor

Cartaz atualizado de Da Russa, suspeito em envolvimento em estupro coletivo de uma adolescente
Divulgação/Disque-Denúncia
Cartaz atualizado de Da Russa, suspeito em envolvimento em estupro coletivo de uma adolescente

O chefe do tráfico de drogas do morro do Barão, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi morto na manhã deste sábado (19). O traficante Sérgio Luiz da Silva Junior, conhecido como Da Russa, era foragido há pelo menos dois anos e faleceu durante uma operação conjunta das Forças Armadas e as polícias Civil e Militar.

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A ação foi deflagrada na noite de sexta-feira (18). Além do chefe do tráfico , mais seis suspeitos morreram nos confrontos com policiais no Complexo do Lins, na zona norte da cidade.

Um dos traficantes mais procurados da cidade, Da Russa tinha mandado de prisão não só por tráfico de droga, mas também por um possível envolvimento há dois anos no estupro coletivo de uma adolescente. Ele estava na lista de procurados do Disque-Denúncia, que oferecia recompensa de R$ 30 mil a quem fornecesse informações que levassem à sua captura.

De acordo com o Comando Militar do Leste, 22 suspeitos foram presos e três menores, apreendidos. Foram recolhidos cinco fuzis, 17 pistolas, duas granadas e radiotransmissores, além de drogas. Barricadas colocadas pelos traficantes para dificultar a chegada da polícia também foram derrubadas.

Armas e drogas, apreendidas durante a operação no Complexo do Lins, Rio de Janeiro
Divulgação/Polícia Civil
Armas e drogas, apreendidas durante a operação no Complexo do Lins, Rio de Janeiro

O cerco montado pelas Forças Armadas nas comunidades da Praça Seca levou os traficantes a fugir pela mata para as favelas e morros do Complexo do Lins, na zona norte, onde foram recebidos pelos policiais.

Em entrevista à imprensa, o porta-voz do Comando Integrado de Segurança, coronel Carlos Cinelli, disse que Da Russa morreu ao tentar fugir do cerco montado em decorrência da operação na Praça Seca.

“As nossas ações são integradas: ao mesmo tempo em que fazemos a operação aqui na Praça Seca, a Polícia Militar está cercando e bloqueando vias alternativas de fuga desses criminosos, principalmente nas matas aqui do entorno e que vão desembocar exatamente no Complexo do Lins, como aconteceu neste caso”.

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Ação integrada

Participam da ação 2,8 mil militares das Forças Armadas, 300 policiais militares e 240 civis, com apoio de veículos blindados, aeronaves e equipamentos pesados de engenharia. Algumas vias na região foram interditadas desde às 17h de sexta-feira.

A operação foi deflagrada pelo Comando Conjunto, em apoio à Secretaria de Estado de Segurança, e envolve as comunidades do Bateau Mouche, Caixa D’Água, Chacrinha, Mato Alto, Barão (José Operário), Covanca e Pendura-Saia, todas na região da Praça Seca, na zona oeste.

No entanto, desde setembro do ano passado os militares estão nas ruas cariocas. Em fevereiro deste ano, o presidente Michel Temer (MDB) declarou intervenção federal no estado, na área de segurança pública.

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