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Governador de São Paulo explicou na manhã deste domingo (13) que não há mais expectativa de encontrar sobreviventes ou restos mortais das vítimas

Governador de São Paulo, Márcio França anunciou fim das buscas e afirmou que tragédia deve servir de exemplo
Twitter/Márcio França/Reprodução
Governador de São Paulo, Márcio França anunciou fim das buscas e afirmou que tragédia deve servir de exemplo

Foram 13 dias de trabalho desde que o edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, foi tomado por chamas após um curto-circuito e desabou . E apesar de quatro pessoas ainda estarem desaparecidas, as buscas foram encerradas na manhã deste domingo (13).

Muito emocionados, os bombeiros que estavam presentes no local, representando os 1,7 mil homens que trabalharam nas buscas ao longo destas duas semanas, se abraçaram em um grande círculo e fizeram uma oração para agradecer o trabalho que conseguiram realizar. “Salve o corpo de bombeiros do Estado de São Paulo e todos que nos ajudaram nesta missão”, disseram no final.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Max Mena, ainda há restos mortais a serem identificados, que foram encontrados ao longos dos últimos dias. Por outro lado, o governador de São Paulo, Márcio França, explica que não havia mais expectativa alguma com a sequência dos trabalhos, por isso as buscas foram encerradas.

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“O máximo que a gente pode fazer do ponto de vista de profundidade é essa. O resto [dos corpos] não deve ter mais existência, deve ter sumido junto com toda a situação, porque é muito calor e o corpo desaparece praticamente, é comum nesse tipo de tragédia”, afirmou.

O governador explica que, a partir de agora, o trabalho é entregue para a Prefeitura de São Paulo , para que ela possa cuidar do destino da área. “É federal, mas o prefeito já me disse que vai requisitar a área. A gente vai estudar a questão dos prédios laterais, tem três prédios que estão interditados, talvez alguns não possam ficar aí. Vamos ver como a prefeitura vai destinar”, disse ainda.

Para França, o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida precisa servir de exemplo para que se “possa evitar que outras tragédias como essa aconteçam”.

Quem são as vítimas do desabamento

Neste sábado (12), a SSP (Secretaria de Segurança Pública), anunciou que foram identificados os restos mortais dos irmãos gêmeos Wendel e Werner, as únicas crianças que foram vítimas do desabamento. A mãe deles, Selma Almeida da Silva, de 40 anos, entretanto, não foi encontrada, assim como outras três pessoas.

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No total, quatro vítimas foram identificadas durante as buscas, incluindo os gêmeos. A segunda delas foi Francisco Lemos Dantas, de 56 anos, na sexta-feira (11). Já a primeira foi Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos,o homem que ficou conhecido por quase ter sido salvo pelos Bombeiros e que caiu junto do edifício na madrugada do dia 1º.

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