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Operação deflagrada hoje visa a prisão preventiva de oito suspeitos de levarem informações de criminosos em liberdade a líderes da facção presos

Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo fazem operação contra lideranças da facção criminosa PCC
Divulgação/Polícia Civil de SP
Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo fazem operação contra lideranças da facção criminosa PCC

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) fazem operação nesta quinta-feira (10) para prender familiares de criminosos apontados como líderes da facção criminosa PCC. Trata-se de uma nova etapa da Operação Ethos , iniciada em 2015 e que já rendeu a prisão de mais de 50 pessoas suspeitas de envolvimento com o grupo criminoso. 

São cumpridos mandados de prisão preventivas contra oito suspeitos de atuarem como "pombos-correio" entre as lideranças do PCC que estão detidas em penitenciárias do interior paulista e integrantes da facção em liberdade.

A ofensiva desta quinta-feira é coordenada pela seccional da Polícia Civil em Presidente Venceslau, município a 600 quilômetros de São Paulo que sedia a penitenciária que abriga Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o número-um da organização criminosa.

Os mandados são cumpridos nas cidades de São Paulo, Sumaré, Itapecerica, Itaquaquecetuba e Taubaté. Ainda não foi divulgado balanço sobre o resultado da operação.

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Operação Ethos

O Ministério Público paulista já apresentou denúncia contra 49 pessoas investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na Operação Ethos desde 2015. A maioria dos denunciados pelo MP-SP são advogados acusados de se valerem das prerrogativas da profissão para repassar ordens de presidiários para criminosos do lado de fora da cadeia.

Uma das pessoas condenadas em ação decorrente dessas investigações é o ex-vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) Luiz Carlos dos Santos. 

De acordo com as investigações, o PCC tinha o intuito de "capturar" a área de proteção aos direitos humanos e cooptou diversos advogados, formando uma verdadeira célula jurídica. Esta célula tinha a função de comandar um esquema de pagamentos de propinas a agentes públicos ou integrantes do Condepe. Santos foi condenado a 16 anos e 2 meses de reclusão, sob a acusação de ter recebido  mesada de R$ 5 mil da organização criminosa para “plantar” denúncias de violação de direitos humanos com o intuito de gerar desestabilização na segurança do estado de São Paulo. Ele tinha também a função de obter informações privilegiadas dentro do conselho e repassá-las a líderes da facção.

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