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Buscas por quatro pessoas desaparecidas chegam ao terceiro dia em SP com o reforço de maquinário pesado; prefeitura cadastrou 169 famílias, mas apenas 56 confirmaram que moravam no prédio e receberão auxílio-moradia

Assistentes da prefeitura cadastraram 169 famílias após prédio desabar, mas só 56 estão com auxílio assegurado
Rovena Rosa/Agência Brasil - 2.5.18
Assistentes da prefeitura cadastraram 169 famílias após prédio desabar, mas só 56 estão com auxílio assegurado

Os trabalhos de buscas nos escombros do edifício Wilton Paes, que  desabou na madrugada da última terça-feira (1º) na região central de São Paulo, entraram hoje no terceiro dia e ganharam o apoio de maquinário pesado, com tratores e retroescavadeiras. O Corpo de Bombeiros ainda procura por quatro pessoas que estariam no interior do prédio, mas as chances de encontrar sobreviventes no local estão cada vez mais baixas, conforme reconheceu o tenente do Corpo de Bombeiros Guilherme Derrit.

"A gente usa a palavra improvável, e não impossível. É improvável por causa do incêndio. Era um prédio muito elevado, com vários pavimentos", declarou o tenente dos  bombeiros ao jornal O Estado de São Paulo .

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (3) que, até o momento, apenas 56 famílias comprovaram que viviam na ocupação da antiga sede da Polícia Federal e receberão auxílio-moradia durante um ano, cujo valor será de R$ 1.200 no primeiro mês e de R$ 400 a partir do segundo. Ontem, a prefeitura havia informado que os assistentes sociais haviam cadastrado um total de 169 famílias.

Muitas das pessoas que ficaram desabrigadas após o incêndio e o desabamento do prédio passaram a noite na rua na região central da capital paulista . Em nota, a prefeitura afirmou que "a maioria das famílias originárias da ocupação foram acolhidas nos equipamentos oferecidos" pela administração municipal. 

"O município também tem reforçado a necessidade de deslocamento das famílias que permanecem no local para a rede de acolhimento considerando que o trabalho de escavação foi intensificado e o local está insalubre para permanência das pessoas", alega a prefeitura.

Leia também: Igreja e três prédios ficam comprometidos após desabamento

Prefeitura diz que fará censo de ocupações ainda neste sementre

Diante da crise habitacional exposta pela tragédia na ocupação do edifício Wilton Paes, a gestão recém-iniciada de Bruno Covas (PSDB) anunciou nesta manhã que será contratado ainda neste primeiro semestre do ano um 'Censo de Cortiços'. O serviço terá como objetivo mapear cortiços, ocupações e assentamentos precários na região central da cidade. A prefeitura atualmente estima que há 70 prédios ocupados de forma irregular naquela região.

Foi constituída na noite dessa quarta-feira (2) uma comissão com representantes de movimentos de moradia e da sociedade civil para vistoriar as ocupações de São Paulo.

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