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Ficou demonstrado, segundo as investigações, que o agressor é, na maioria das vezes, pessoa do convívio da família da vítima ou mesmo parte dela

Operação deflagrada pela Polícia Federal no combate à pornografia infantil cumpriu mandados em sete estados brasileiros
Divulgação/Polícia Federal - 11.8.16
Operação deflagrada pela Polícia Federal no combate à pornografia infantil cumpriu mandados em sete estados brasileiros

Agentes da Polícia Federal estão na ruas desde as primeiras horas desta quinta-feira (26) para deflagrar a Operação #Undergound 2, que tem como objetivo o combate à pornografia infantil. A ação acontece em sete estados brasileiros.

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Ao todo, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Maranhão e Acre. Na primeira fase da operação, deflagrada em 2017, 21 pessoas foram presas por pornografia infantil e pedofilia.

De acordo com as informações divulgadas pela corporação, novas investigações resultaram na identificação de um grupo de produtores de material de exploração sexual infantil.

Por meio de técnicas modernas de investigação digital, ainda segundo a PF, chegou-se a um grupo integrado por 13 pessoas que se comunicavam pela internet, onde ocorria o comércio das imagens ilícitas.

Pornografia infantil ligada ao abuso sexual de menores

Esses suspeitos se aproximavam das crianças e dos bebês envolvidos, praticavam crimes de pedofilia e registravam as cenas para publicar na internet e vender como pornografia para sites especializados no assunto.

“Grande parte dos envolvidos efetivamente abusava sexualmente de crianças, registrando as imagens. Numa segunda etapa, reuniam-se em salas virtuais dedicadas à pedofilia, onde trocavam, vendiam ou simplesmente disponibilizavam os arquivos ilícitos”, informou a PF.

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Ainda de acordo com a corporação, algumas vítimas já foram identificadas. Muitas das vítimas eram bebês e outras tinhas até 10 anos de idade. Ficou demonstrado, segundo a Polícia Federal, que o agressor é, na maioria das vezes, uma pessoa do convívio da família da vítima ou mesmo parte dela.

O crime de publicação de imagens de pornografia infantil prevê pena de três a seis anos de reclusão. Já o estupro de vulneráveis prevê de oito a 15 anos de prisão.

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* Com informações da Agência Brasil.

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