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Bruno da Silva é acusado de envolvimento com milícia da zona oeste e foi detido logo após assinar o contrato de núpcias com a noiva não identificada

Bruno foi preso durante o seu próprio casamento, logo depois de assinar o contrato de núpcias no Rio de Janeiro
Divulgação/Polícia Civil
Bruno foi preso durante o seu próprio casamento, logo depois de assinar o contrato de núpcias no Rio de Janeiro

Um homem foi preso, na manhã desta quarta-feira (25), sob uma acusação de homicídio e de possuir envolvimento com uma milícia do Rio de Janeiro . Sua detenção, porém, ocorreu justamente durante o seu casamento, em um cartório de Campo Grande, na zona oeste.

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De acordo com as primeiras informações cedidas pela Polícia Civil, Bruno Barbosa da Silva, 31 anos, havia acabado de assinar o contrato de núpcias, quando foi surpreendido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), no meio do seu casamento

Bruno é apenas um dos suspeitos que foram presos, nesta quarta, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A corporação realiza desde cedo uma ação contra o braço financeiro de uma milícia que, segundo as investigações, atua em Santa Cruz.

Além dos presos, mais de 70 vans foram apreendidas na operação. O número de veículos recolhidos foi tão grande que faltou reboque e os próprios policiais os conduziram para o Pátio Legal do Detran em Campo Grande. A 36ª DP (Santa Cruz) é o quartel-general da operação.

"Existem alguns mandados de prisão para serem cumpridos, mas também vamos focar em fontes de renda da milícia, como vans", explicou ao jornal O Dia , o delegado Fábio Barucke, chefe do Departamento Geral de Polícia (DGP) da Capital.  Ao todo, são 18 mandados de prisão, 11 deles contra pessoas com ligação direta com a milícia.

Participam da operação policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DPCA).

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Além dessas instâncias, estão envolvidas também a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), a Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

Carteira assinada e o perfil do miliciano

Um dos presos desta quarta-feira, segundo a polícia, tinha carteira assinada há 13 anos e trabalhava em uma grande rede de supermercados. Na sua casa foram apreendidos vários pacotes de drogas e, de acordo com as investigações, ele era ligado à milícia .

“Prenderam uma pessoa de 31 anos [o do casamento ], 13 deles com carteira assinada, vendendo drogas em área de milícia. Isso é uma mostra de como existe esse perfil do miliciano, sem passagem criminal”, disse o delegado Marcus Vinicius Braga também à reportagem do jornal.

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* Com informações do jornal O Dia.