Pai subiu no telhado do vizinho e rasgou a proteção para ter acesso ao prédio da creche em São Paulo
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Pai subiu no telhado do vizinho e rasgou a proteção para ter acesso ao prédio da creche em São Paulo

Após um bebê de sete meses ter sido deixado sozinho na quarta-feira (21), três funcionárias da creche Céu Estrelado, na zona leste de São Paulo, foram demitidas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Guaianases considerou o caso como inadmissível e exigiu a demissão imediata da diretora, da coordenadora e da professora responsável, contratadas pela entidade mantenedora da creche.

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De acordo com a secretaria, as três funcionárias foram demitidas na quarta-feira (21) e desde quinta-feira a unidade já tem novos funcionários. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, é possível ver o memento em que o pai do bebê – deixado sozinho na creche em São Paulo – conseguiu retirá-lo da unidade pela janela.

Ele subiu no telhado do vizinho e rasgou a proteção para ter acesso ao prédio. Os pais registraram um boletim de ocorrência no 44º DP (Guaianases) contra a creche.

Veja o vídeo:


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De acordo com as informações do jornal Folha de S.Paulo , a criança de 7 meses é filha da atendente Caroline Figueiredo Costa, de 18 anos. A mãe contou que ligou para a creche informando que o marido iria atrasar um pouco para buscar o filho, por causa do temporal que atingiu a capital paulista na tarde de terça-feira.

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Caroline explica que seu marido, Wellington Elias dos Santos Júnior, de 20 anos, chegou na creche por volta das 16h40, cerca de 20 minutos depois do horário em que costuma pegar o menino. O pai teria gritado pelo filho, mas ninguém o atendeu. Acabou indo à casa da sogra para perguntar se alguém havia pegado a criança , no entanto, a resposta foi negativa.

O pai voltou para a creche e vizinhos perceberam que havia uma criança chorando dentro do prédio. Wellington então subiu pelo telhado de um vizinho, arrancou a tela de uma janela e saiu da creche com o filho no colo.

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Exigências

Em nota, a Diretoria Regional de Educação de Guaianases, em São Paulo, destacou que exige uma série de requisitos, previstos em contrato, que são cumpridos pela entidade conveniada. Além disso, há fiscalização constante sobre o funcionamento da creche, feita por supervisores. Neste caso específico, houve erro da coordenação e da professora e por isso as funcionárias foram desligadas.

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