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Para a autoridade de Ubá, município de MG onde foi encontrado um carro suspeito de ter sido usado no crime, não há provas contra dono do automóvel

Carro é semelhante a um dos veículos usados no assassinato de Marielle Franco e foi localizado graças a uma denúncia
Reprodução/WebTVMinas
Carro é semelhante a um dos veículos usados no assassinato de Marielle Franco e foi localizado graças a uma denúncia

Titular da delegacia de Ubá, onde foi encontrado, neste fim de semana, um carro suspeito de ter sido utilizado no assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista Anderson Gomes , o delegado Gutemberg Souza Filho descartou a participação do proprietário do veículo no crime.

O carro, da marca Renault e do modelo Logan, é semelhante a um dos veículos usados na emboscada contra Marielle Franco e foi localizado em Ubá graças a uma denúncia anônima.

O proprietário do automóvel foi interrogado pela polícia nesse domingo (19) e, segundo o delegado, não há elementos que o liguem, em princípio, à morte da vereadora e do seu motorista.  “Ele negou. Não temos elementos para comprovar a participação dele”, disse Gutemberg.

Segundo o delegado, esse carro foi periciado, mas não houve indícios de sua utilização no crime. Para realizar a perícia, uma equipe do Rio de Janeiro se deslocou até o local. Mesmo sem evidências, o veículo, que tem placa do Rio, continuará apreendido, para aprofundar a investigação.

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Nas imagens recolhidas dos equipamentos públicos de segurança, é possível observar que, além de um automóvel Renault Logan, outro, da marca GM e do modelo Cobalt, também participou da perseguição ao carro em que as vítimas estavam.

Morte de Marielle

A vereadora deixava o evento “Jovens negras movendo as estruturas”, na noite da última quarta-feira (14), na Lapa, e se dirigia para sua casa na Tijuca quando dois homens em um carro emparelharam o veículo onde ela estava junto ao seu motorista. Os bandidos dispararam mais de dez tiros.

Marielle e Anderson Gomes morreram na hora. O crime aconteceu na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, próximo à estação de metrô. Todos os indícios apontam para a possibilidade de um homicídio premeditado, uma execução. 

A vereadora fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Dias antes de ser assassinada, ela denunciou assassinatos que teriam sido praticados por policiais do 41º Batalhão da PM do Rio.

Referência para o movimento negro e feminista, ela deixou uma filha de 19 anos. O corpo da vereadora foi velado na quinta-feira (15), na Câmara dos Vereadores, tendo sido acompanhado por uma multidão de milhares de pessoas.

Sua morte eclodiu em diversos protestos e manifestações não só no Brasil, mas em todo o mundo. A discussão a respeito do crime ficou ainda mais acalorada depois que as investigações apontaram que as balas que mataram Marielle Franco vieram de um lote vendido à Polícia Federal de Brasília.

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* Com informações da Agência Brasil.