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Via que liga zonas oeste e sul do Rio foi interditada durante meia hora devido a confronto entre policiais e criminosos na favela; episódio se dá menos de 24 horas após tiroteio matar bebê e mais três no Complexo do Alemão

Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, foi palco de novo tiroteio na tarde deste sábado (17)
Fernando Frazão/Agência Brasil -18.9.17
Favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, foi palco de novo tiroteio na tarde deste sábado (17)

A Autoestrada Lagoa-Barra, via que liga as zonas oeste e sul do Rio de Janeiro, ficou interditada durante cerca de meia hora na tarde deste sábado (17)  devido a um intenso tiroteio entre policiais e criminosos na favela da Rocinha, em São Conrado.

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Além dessa via, também foram bloqueados pela Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) os túneis Zuzu Angel e Acústico em razão do confronto na Rocinha . Todas as vias foram liberadas por volta das 16h30 desta tarde.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou que o "intenso confronto" ocorrido por volta das 16h desta tarde envolveu policiais militares e criminosos, mas não deu maiores detalhes sobre a ocorrência. Pelas redes sociais, moradores da comunidade relataram muitos disparos na região conhecida como a "parte baixa" da comunidade e publicaram vídeos do confronto. Um deles mostra princípio de incêndio num dos postes de energia da favela, que é a maior do País segundo o último censo do IBGE.

Violência que não cessa

O novo episódio de violência no Rio de Janeiro se dá menos de 24 horas após outro tiroteio ter provocado a morte de um bebê e de mais três pessoas no Complexo do Alemão , na zona norte da capital fluminense.

De acordo com a PM, o tiroteio começou quando criminosos que estavam em um automóvel atiraram contra uma viatura baseada na confluência das avenidas Itaóca e Itararé, as duas principais vias da comunidade. Dois dos criminosos foram baleados pela polícia e presos.

A ocorrência desses tiroteios, somada aos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, põe sob contestações a efetividade da intervenção federal na segurança pública do estado, que completou nessa sexta-feira (16) um mês de vigência . A marca foi celebrada neste sábado com uma ação comunitária na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio.