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Forças Armadas voltaram à Vila Kennedy neste sábado para prestar serviços comunitários; comandante do Exército avalia que assassinato da vereadora "aumenta a importância da intervenção federal" no Rio de Janeiro

General Braga Netto (ao centro) durante ação na Villa Kennedy, principal palco de operações da intervenção no RJ
Divulgação/Gabinete de Intervenção Federal
General Braga Netto (ao centro) durante ação na Villa Kennedy, principal palco de operações da intervenção no RJ

As Forças Armadas retornaram neste sábado (17) à Vila Kennedy, comunidade localizada às margens da Avenida Brasil, na zona oeste do Rio de Janeiro. Diferentemente das operações realizadas no local ao longo das últimas semanas, a ação de hoje não visa a retirada de barricadas armadas por criminosos, mas sim a prestação de serviços comunitários.

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A ação que congrega atendimentos de saúde, assistência odondológica, distribuição de preservativos e a emissão de documentos foi o modo encontrado pelo Gabinete de Intervenção Federal (GIFRJ) para celebrar a marca de um mês da ação federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

O general Braga Netto, responsável pelas ações de segurança no estado, compareceu à Vila Kennedy nesta manhã e evitou fazer balanços sobre os resultados alcançados até o momento pela intervenção. Sem dar maiores detalhes, o militar disse que a ação comunitária "representa o início de uma nova fase da presença dos governos federal, estadual e municipal nas comunidades do Rio de Janeiro".

O porta-voz da intervenção, coronel Roberto Itamar, afirmou que a ação deste sábado é resultado da "estabilização" da situação na Vila Kennedy e prometeu que esse tipo de programação se repetirá em outras comunidades da região metropolitana. "Nós estamos oferecendo um ambiente estável e seguro para que o Estado possa continuar oferecendo esses serviços", corroborou o porta-voz do Comando Militar do Leste (CML), Carlos Cinelli.

Marielle Franco

Os questionamentos quanto à efetividade da intervenção no Rio de Janeiro ganharam força nesta semana devido à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada junto ao seu motorista, Anderson Gomes , na noite da última quarta-feira (14) na região central do Rio. Marielle, inclusive, seria a relatora da comissão na Câmara dos Vereadores responsável por acompanhar os trabalhos da intervenção militar.

Ainda nessa sexta-feira (16), o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse considerar que o assassinato de Marielle "aumenta a importância da intervenção federal” no estado. "Esse crime é mais um de tantos milhares que afetam o dia a dia da população. Portanto, [a intervenção] é um trabalho extremamente detalhado, tem que ser amplo e profundo para nós recuperarmos a percepção de segurança que a sociedade precisa", disse Villas Bôas.

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