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Polícia usa bombas de gás lacrimogênio contra professores que protestam na Câmara de SP

A Polícia Militar e a Guarda Civil de São Paulo usaram bombas de gás lacrimogênio para conter professores que protestavam na Câmara Municipal contra um projeto de lei de autoria da gestão de João Doria (PSDB) , que pretende alterar as regras de contribuição previdenciária na cidade.

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De acordo com manifestantes presentes no local, guardas civis agrediram uma professora no Salão Nobre da Câmara , onde a Comissão de Justiça discute o projeto, gerando revolta entre os demais professores, que pressionaram os guardas para entrar no prédio da Câmara. Foi então que a Polícia passou a jogar bombas contra os manifestantes.

Veja, abaixo, vídeos que mostram a professora ferida:


No momento em que a professora foi atingida, manifestantes, e inclusive funcionários da Câmara, gritaram contra os policiais. “Abaixo a repressão”, disseram. O conflito se estendeu também para o lado de fora do prédio, fechando o viaduto Jacareí.

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Um grupo de professores estava acampado em frente à Câmara desde terça-feira (13), como forma de pressionar os vereadores a suspender a votação da mudança previdenciária. No mesmo dia, o prefeito, João Doria, afirmou que o projeto seria votado a despeito dos protestos dos professores.

A greve da classe rapidamente se espalhou pelas escolas paulistanas – na terça-feira (13), 46% das instituições públicas de ensino no município não estavam funcionando. O restante das 1500 escolas funcionavam, mas parcialmente.

Após o protesto, o prefeito, que está em um hotel na zona sul da cidade em um fórum econômico, condenou os excessos “de ambas as partes” que aconteceram na Câmara.

Com discussão marcada para esta quarta (14), o PL 621 prevê o aumento da contribuição do servidor público de 11% para até 18%. Os valores são descontados diretamente da folha salarial dos professores. Se aprovado pela Comissão de Justiça, o projeto pode ser votado hoje ainda pelo plenário da Casa.

A classe pede a suspensão imediata da discussão na Câmara. Como forma de pressão, os professores afirmam que farão campanha contra os vereadores favoráveis ao projeto nas próximas eleições.

No início da tarde de quarta (14), a Guarda Municipal já havia vedado a entrada de professores na Câmara – geralmente o prédio fica aberto para que interessados acompanhem as discussões dos vereadores. A lotação máxima é de 320 pessoas.

Aos poucos, a entrada de manifestantes foi liberada. Além do grupo no Salão Nobre, cerca de 500 servidores públicos acompanham a votação em um telão montado em frente ao prédio.

Uma nova manifestação dos professores está marcada para quinta-feira (15) em frente à Câmara. De acordo com os sindicatos da categoria, são esperados 70 mil manifestantes.

Em nota, a assessoria da Câmara afirmou que “atuou para garantir o amplo debate democrático do PL 621 e para garantir a segurança de todos, inclusive dos manifestantes”. Excessos por parte das forças de segurança serão apurados, acrescentou a nota.

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