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Entre os presos na operação, está o ex-diretor-presidente global da empresa, Pedro da Andrade Faria; 91 ordens judiciais são cumpridas nesta segunda

Polícia Federal cumpre 11 mandados de prisão temporária na terceira fase da Operação Carne Fraca, apelidada de Trapaça
Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Polícia Federal cumpre 11 mandados de prisão temporária na terceira fase da Operação Carne Fraca, apelidada de Trapaça

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (5), a terceira fase da Operação Carne Fraca. O principal alvo desta etapa, que investiga laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, é a BRF Brasil Foods – companhia de alimentos que agrega marcas como a Sadia, a Perdigão e a Qualy.

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Apelidada de Operação Trapaça, a terceira fase da Carne Fraca é uma "ação coordenada entre a PF e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)", contando com o apoio de cerca de 270 policiais federais e 21 auditores fiscais federais agropecuários.

“As investigações demonstraram que cinco laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e setores de análises de determinado grupo empresarial fraudavam resultados de exames em amostras de seu processo industrial, informando ao Serviço de Inspeção Federal dados fictícios em laudos e planilhas técnicos”, diz a nota divulgada pela PF.

Ainda em nota, a polícia afirma que as fraudes tinham como finalidade "burlar o Serviço de Inspeção Federal (SIF/Mapa)" e, com isso, não permitir que o ministério "fiscalizasse com eficácia a qualidade do processo industrial da empresa investigada".

"As investigações demonstraram que a prática das fraudes contava com a anuência de executivos do grupo empresarial, bem como de seu corpo técnico, além de profissionais responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos da própria empresa", diz a PF.

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Além disso, foram constatadas manobras extrajudiciais, operadas pelos executivos do grupo, para acobertar a prática desses crimes ao longo das investigações.

Mandados 

Ao todos, estão sendo cumpridas 91 ordens judiciais no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. São 11 mandados de prisão temporária, 27 de condução coercitiva e 53 de busca e apreensão.

Um dos mandados de prisão expedido foi contra o ex-diretor-presidente global da empresa, Pedro de Andrade Faria. Ele deixou o cargo em novembro do ano passado. 

De acordo com a Globo News , também estão sendo investigados e são alvos de mandados os executivos André Luís Baldissera, Décio Luiz Goldoni, Fabiana Rassweiller de Souza, Fabianne Baldo, Harissa Silvério el Ghoz Frausto, Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior, Luciano Bauer Wienke, Luiz Augusto Fossati, Natacha Camilotti Mascarello, Pedro De Andrade Faria e Tatiane Cristina Alviero. Todos eles trabalham ou já atuaram na BRF.

A terceira fase da Carna Fraca foi apelidada de Trapaça como uma referência ao sistema de fraudes operadas por um “grupo empresarial do ramo alimentício e por laboratórios de análises de alimentos a ele vinculados”.

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* Com informações da Agência Brasil.