Tamanho do texto

Testemunhas afirmam que grupo estaria armado e pronto para matar mais pessoas que estavam presentes no velório de uma das 14 vítimas do ataque

Festa onde aconteceu a maior chacina do Estado do Ceará ocorreu no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza
TV Globo/Reprodução
Festa onde aconteceu a maior chacina do Estado do Ceará ocorreu no bairro Cajazeiras, na periferia de Fortaleza

Suspeitos de terem participado da chacina que envolveu 14 mortes na casa de shows “Forró do Gago”, no Ceará, durante a madrugada do último sábado (27) foram presos armados na tarde desta segunda-feira (29), enquanto estavam em um cemitério no município de Pacatuba, na Grande Fortaleza.

Leia também: Briga entre facções rivais deixa dez mortos em cadeia no interior do Ceará

De acordo com uma reportagem exibida no Jornal Nacional, na Rede Globo, uma fonte da Secretaria de Segurança do Ceará afirmou que foram detidos sete homens, membros da “Guardiões do Estado” (GDE), facção criminosa que comandou a chacina . O grupo estaria se preparando para matar pessoas que estavam no cemitério, em um velório. Ainda não foi confirmado oficialmente, mas testemunhas alegam que a pessoa velada era uma das 14 vítimas do ataque.

A prisão se deu após denúncias anônimas, e todos foram transferidos para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Fortaleza, unidade da Polícia Civil onde se investigam homicídios.

Os suspeitos são: Francisco Cleidson de Araújo, Dojon Rodrigues da Silva, Vitor Max de Freitas, Fábio Lopes da Silva, Elias Gadelha, Ronaldo Oliveira e Oliveira Castro. Ainda não houve manifestação da defesa.

Investigação

Além dos sete homens presos, outro suspeito já havia sido detido momentos após o crime.

O ocorrido foi nomeado como o maior massacre do Ceará, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS) e aconteceu no Bairro Cajazeiras, periferia de Fortaleza. Testemunhas afirmam que o crime foi motivado por conflitos entre facções criminosas do estado.

governo do estado vai montar uma força-tarefa para investigar o ataque . Pelas redes sociais, o governador Camilo Santana referiu-se à chacina como “ato selvagem e inaceitável”. No texto, ele afirmou que convocou imediatamente o secretário André Costa e a cúpula da Secretaria de Segurança, determinando "rigor absoluto nas investigações e busca incessante dos criminosos”.

Santana quer que todos os envolvidos sejam identificados e presos o mais rápido possível. "Não aceitaremos de forma alguma que esse tipo barbárie fique impune. Confio na nossa polícia e tenho absoluta convicção de que uma resposta será dada muito em breve”, afirmou o governador.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.