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Motorista do veículo foi detido após o acidente e alegou epilepsia; quatro pessoas estão em estado grave, incluindo a mãe da criança de oito meses

 Calçadão de Copacabana estava repleto de turistas e moradores da cidade, na rua e nos quiosques ao longo da orla
Reprodução/ Twitter/ @PMERJ
Calçadão de Copacabana estava repleto de turistas e moradores da cidade, na rua e nos quiosques ao longo da orla

Um carro invadiu o calçadão da Avenida Atlântica , na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e atropelou 17 pessoas por volta das 20h desta quinta-feira (18). O veículo, um Hyundai i30 preto, passou pela via, atravessou a ciclovia e foi parar na areia da praia.

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De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, uma menina de apenas de oito meses, identificada como Maria Louise, morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por não resistir ao atropelamento em Copacabana .

Ainda segundo a Secretaria, 16 pessoas estão feridas. Dentre elas, quatro estão em estado grave: a mãe da bebê morta, duas crianças e um turista australiano, que respira com a ajuda de aparelhos por conta de um traumatismo craniano. Eles foram encaminhados aos hospitais Miguel Couto, no Leblon, e ao Souza Aguiar, no centro da cidade. Três vítimas internadas no Leblon tiveram alta pela madrugada.

O motorista, identificado como Antonio de Almeida Anaquim, 41 anos, foi detido pela polícia e prestou depoimento no 12ª DP. Segundo testemunhas, pessoas tentaram agredir o homem logo após o acidente , mas a chegada dos agentes impediu o linchamento.

O homem alegou ser epilético e teria tido uma crise ao volante e desmaiado. A polícia ainda averigua a veracidade da informação, mas remédios para  epilepsia foram encontrados dentro do veículo.

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"Ele alega epilepsia. Encontramos remédios para convulsão dentro do carro. Chegamos a tempo e evitamos que ele fosse linchado", disse o coronel Murilo Angelloti, comandante do 19º BPM.  Ainda segundo o coronel, o motorista não apresentava sinais de embriaguez, mas será submetido ao exame toxicológico no Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), Antonio de Almeida Anaquim está com a carteira de habilitação suspensa. Ele acumulou 62 pontos por infrações e 14 multas nos últimos 5 anos. Entre as faltas, estão infrações por alta velocidade, parar em local exclusivo para deficiente e avançar o sinal vermelho.

Revoltado, Darlan Rocha, pai de Maria Louise, esteve na UPA e pediu a prisão do motorista que causou o acidente. "Ele é um assassino, não deveria estar dirigindo. E agora o que acontece? Minha filha está morta", disse. Darlan, que é motorista, estava trabalhando na hora do acidente e disse que a mulher estava passeando na praia com a criança.

O que dizem as testemunhas

"Estávamos caminhando pela área e ouvimos um barulho muito alto. Crianças estavam jogadas no local, o pessoal bastante machucado. Não sabemos se ele estava realmente bêbado, mas parece que perdeu a direção.  Foi muito susto mesmo", disse a testemunha João Paulo Siqueira, de 19 anos, ao jornal O Dia .

Imagens de testemunhas mostram o carro que invadiu o Calçadão e Praia de Copacabana
Reprodução
Imagens de testemunhas mostram o carro que invadiu o Calçadão e Praia de Copacabana


"Moro aqui em frente e estou revoltada com o tempo que as ambulâncias demoraram para retirar até o último acidentado. Retiraram o último acidentado duas horas depois.", reclamou a professora Irma Dornellas, de 61 anos.

"Só ouvi um barulho e me joguei na areia, saindo da praia. Foi muito rápido. O carro atingiu minha perna, levemente. Minha esposa torceu o joelho", disse o servidor público Sérgio Serpa, de 52 anos, que teve escoriações leves.

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Por causa do acidente, o Centro de Operação da Prefeitura (COR) interditou duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, para atendimento às vítimas do atropelamento . O trânsito em Copacabana teve retenções no trecho.

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