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Secretário garantiu que um trabalho de contingência será organizado pelo estado, se a paralisação se confirmar; CPTM vai funcionar normalmente

Se a greve do Metrô for realmente mantida, governo garante que uma multa de R$ 100 mil será aplicada ao sindicato
Agência Brasil
Se a greve do Metrô for realmente mantida, governo garante que uma multa de R$ 100 mil será aplicada ao sindicato

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo prometeu, nesta terça-feira (16), que fará uma greve geral de 24 horas na próxima quinta-feira (18). A greve do Metrô ocorre em protesto contra a privatização das linhas Linhas 5–Lilás e 17–Ouro, marcada para ocorrer na sexta-feira, 19.

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Em resposta a essa ameaça de paralisação , o governo do estado avisou que está procurando meios de amenizar os transtornos aos trabalhadores que utilizam o transporte público. A ideia inclui um  trabalho de contingência, que deve ser organizado a partir das 4 horas da manhã para avaliar a abrangência da  greve do Metrô .

"Vamos operar a maior parte das estações possíveis”, disse o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, em entrevista à rádio Eldorado , nesta quarta-feira (17). Ainda segundo ele, a greve é política. 

“Esperamos que a greve não ocorra. Não temos litígio quanto aos salários e aos benefícios. Os sindicalistas são contra a concessão da operação das Linhas 5–Lilás e 17–Ouro. Eles não querem perder sua força porque não poderão mais fazer greve quando quiserem. Essa greve é política”, ressaltou.

Nessa terça-feira, os metroviários distribuíram 70 mil folhetos em sete estações de metrô para avisar a população sobre a paralisação e criticar a concessão.

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A confirmação da greve só se dará, no entanto, após uma assembleia, que está marcada para esta quarta-feira (17), às 18h30, na sede do sindicato. 

Liminar e multa de R$ 100 mil

Na tarde da última segunda-feira (15), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) deferiu uma liminar que determina a manutenção do efetivo de 80% do serviço nos horários de pico – ou seja, das 6h às 9h e das 16h às 19h. 

Para os demais horários, a liminar garante um efetivo de 60%, sob pena de aplicação de multa de R$ 100 mil. 

Se a greve do Metrô for realmente mantida, o secretário salienta que a multa será duramente aplicada ao sindicato.  “Esperamos ainda que a maior parte dos funcionários venha trabalhar. Quem não vier perderá o dia e também o descanso remunerado. Poderá ainda ser prejudicado em eventual promoção”, afirmou Pelissioni, durante sua entrevista à rádio.

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