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Nova fase da Operação Pecúlio mira vereador acusado de chefiar desvios na Fundação Municipal de Saúde; investigações já levaram ex-prefeito à prisão

Investigações da Polícia Federal e MPF na Operação Pecúlio resultaram na condenação de 23 réus no fim do ano passado
Marcelo Camargo/ Agência Brasil - 05.09.2016
Investigações da Polícia Federal e MPF na Operação Pecúlio resultaram na condenação de 23 réus no fim do ano passado

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Renitência, oitava fase da Operação Pecúlio, que apura esquema de corrupção com extensões em várias secretarias e órgãos da Prefeitura de Foz do Iguaçu, no Paraná.

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A nova etapa da operação mira desvios de recursos da Fundação Municipal de Saúde, irregularidade que supostamente era chefiada por um vereador da cidade. A Polícia Federal cumpre seis mandados de prisão (três temporárias e três preventivas), e 12 mandado de busca e apreensão. Além do vereador, que não teve o nome divulgado, também é alvo da Operação Renitência um servidor da Fundação Municipal de Saúde.

Etapas anteriores da Operação Pecúlio já haviam apontado que integrantes do esquema criminoso infiltrado na Prefeitura de Foz de Iguaçu fraudaram processos licitatórios na área da saúde para desviar recursos públicos federais por meio do SUS. Outra maneira encontrada pelos políticos locais para embolsar quantias de modo ilícito, segundo as apurações, foi a destinação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para empresas do próprio grupo.

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Investigações reviraram cenário político da cidade

As investigações já reviraram o cenário político na cidade paranaense desde 2016, tendo levado à prisão o ex-prefeito Reni Pereira (PSB), bem como secretários, ex-secretários e vereadores do município. Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe da organização criminosa instalada na prefeitura, Reni Pereira foi denunciado por supostamente pagar "mensalinho" no valor de R$ 5 mil para ao menos 12 dos 15 vereadores da cidade para manter o esquema funcionando.

No fim do ano passado, a primeira instância da Justiça Federal no Paraná proferiu sentenças referentes aos réus de cinco ações penais resultantes da Operação Pecúlio. Ao todo, 23 pessoas foram condenadas por crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e contra a lei de licitações, com as penas alcançando um total de 107 anos e 8 meses de prisão. Outros 12 réus foram absolvidos.

A nova etapa da operação foi batizada de Renitência pela Polícia Federal pelo fato de os crimes terem se perpetuado mesmo após o início das investigações, conforme explicou a corporação.

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