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Para não aumentar ainda mais o fuso entre os Estados durante as eleições, que acontecem em outubro, horário de verão entrará em vigor em novembro

Presidente do TSE, Gilmar Mendes sugeriu mudança no horário de verão a Michel Temer pessoalmente no mês passado
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Presidente do TSE, Gilmar Mendes sugeriu mudança no horário de verão a Michel Temer pessoalmente no mês passado

O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (15) um decreto reduzindo em duas semanas o horário de verão para os próximos anos. A medida já começa a valer no ano que vem, no primeiro domingo de novembro. Este ano, o horário de verão já está em vigor desde o terceiro domingo de outubro.

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A redução do horário de verão atende ao pedido do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que solicitou a mudança na vigência do horário de verão de 2018 por causa das eleições de 2018.

Segundo o tribunal, a medida facilitará a apuração dos votos, uma vez que o país não terá uma diferença tão extensa de fusos horários. O primeiro turno da eleição de 2018 será dia 7 de outubro e o segundo, dia 28 do mesmo mês.

A data do final não foi modificada e continuará sendo o terceiro domingo de fevereiro. Todas as referências são de acordo com o horário oficial de Brasília, e nem todos os estados são afetados pela mudança.

Em 2017, o horário de verão foi adotado por 10 Estados – Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Goiás – e o Distrito Federal.

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Eleições

Apesar de a medida temporária ter sido implantada por conta das eleições, no decreto que será publicado não há menções sobre a mudança. Isso porque esse era um pleito do TSE para o horário de verão em alguns Estados do País apenas a partir da votação do 2º turno, que deve acontecer no último domingo de outubro.

O objetivo da Justiça Eleitoral era não aumentar ainda mais a distância entre os fusos horários nas regiões, como é hoje. No sistema de horário de verão atual, o Acre, por exemplo, tem até três horas a menos em relação a Brasília.

Na opinião do presidente do TSE, Gilmar Mendes – que fez pessoalmente a sugestão da mudança ao presidente, durante uma reunião no mês passado no Palácio do Planalto -, essa diferença de fusos faz com que os resultados da apuração dos votos atrase, pois só é divulgado quando a votação é encerrada em todo o País.

*Com informações da Agência Brasil

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