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Reprodução/TV Globo
Isadora de Morais deixou o hospital e se mostrou otimista ao conversar com jornalistas

Recebeu alta, nesta quinta-feira (9), a jovem de 14 anos que ainda estava internada em Goiânia , após ter sido baleada pelo colega em uma escola, no dia 20 de outubro. Isadora de Morais, de 14 anos, foi atingida na coluna e perdeu o movimento das pernas. Ela agora vai para a reabilitação.

Em entrevista à TV Globo, na saída do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), ela se mostrou otimista, mesmo vítima do ataque. “Uma nova etapa da minha vida está começando. Agora é acreditar em Deus e seguir em frente”, disse a adolescente. E Isadora mandou também um recado para os colegas: “Podem ficar na torcida porque eu estou chegando”.

Isadora ficou internada por 20 dias e chegou a correr risco de morrer depois de ter sido atingida por três tiros. A i nformação de que a adolescente está paraplégica já tinha sido divulgada. A mãe dela, Isabel, chegou a dizer que a menina queria os movimentos de volta. "Ela me disse: 'Mamãe, fala para os médicos que quero minhas pernas de volta'".

Tragédia em sala de aula

ataque ocorreu no Colégio Goyases , quando um estudante também de 14 anos, da mesma turma de Isadora, usou a pistola da mãe, policial militar, para matar o outro adolescente que praticava bullying contra ele. Seus tiros foram dados aleatoriamente dentro da sala de aula e seis pessoas foram atingidas. Ele foi apreendido no dia e transferido para uma unidade de menores infratores .

Dois adolescentes morreram, João Vitor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos. Outros quatro, incluindo Isadora, foram internados , e ela era a única que ainda estava no hospital.

Na semana passada, alunos da escola voltaram às aulas , depois de reuniões entre pais, professores e psicólogos.

O crime teve repercussão nacional e o presidente Michel Temer manifestou pesar em sua conta no Twitter. O presidente se disse consternado com o fato e solidário às famílias dos jovens mortos. “Como todo brasileiro, estou consternado com a tragédia na escola. Minha solidariedade às famílias. Força!”, disse. 

No dia do ataque o Ministério da Educação também divulgou nota de pesar à quem foi vítima. No comunicado, o ministério diz que "associa-se a todos os brasileiros, pais, famílias, professores, auxiliares e trabalhadores da educação, no sentimento de solidariedade às famílias dos estudantes feridos e principalmente às famílias dos estudantes João Vitor Gomes e João Pedro Calembo e de toda a comunidade de Goiânia , especificamente a comunidade escolar da escola enlutada ­– alunos, professores, pais e equipe gestora”.

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