Tamanho do texto

A escola Goyases promoveu reuniões entre pais, professores e psicólogos na última semana, e decidiu voltar às atividades nesta segunda para a maioria dos alunos da educação infantil e do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano

Colégio Goyases, em Goiânia, foi palco de ataque a tiros na sexta-feira (20); aluno atirou em colegas por
Reprodução/Twitter
Colégio Goyases, em Goiânia, foi palco de ataque a tiros na sexta-feira (20); aluno atirou em colegas por "sofrer bullying"

Os alunos da educação infantil e do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, da Escola Goyases, em Goiânia (GO), retornaram às aulas nesta segunda-feira (30), dez dias depois do tiroteio desferido por um aluno, que deixou dois mortos e quatro feridos. Já os alunos do 6º ao 9º ano voltam amanhã (31).

No último dia 20, um dos alunos do 8º ano atirou contra colegas dentro da sala de aula, fazendo vítimas fatais em Goiânia . Na semana passada, pais e professores se reuniram com psicólogos para reuniões.

O estudante de 14 anos que realizou o ataque na escola afirmou, em depoimento à polícia, que era vítima de bullying e que teria se inspirado nos casos da Universidade de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro, em que os atiradores também abriram fogo dentro de instituições de ensino.

Vítimas dos tiros

Das quatro vítimas que ficaram feridas no tiroteio, duas continuam hospitalizadas . De acordo com o boletim médico do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), que foi divulgado nesta segunda, Marcela Rocha Macedo, de 14 anos, está consciente e não reclama de dores. Ela está respirando espontaneamente, sem ajuda de aparelhos. A adolescente foi atingida na mão, no pescoço e no tórax, e teve de passar por procedimentos cirúrgicos.

Já a segunda vítima, Isadora de Morais, também de 14 anos, está internada no Hugo – mas continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado regular. Segundo o boletim, ela está consciente e respirando de maneira espontânea, com auxílio de oxigênio. Isadora levou três tiros e teve os dois pulmões perfurados. A adolescente sofreu uma lesão na medula e perdeu o movimento das pernas, ficando paraplégica.

Leia também: Pai de atirador e funcionária da escola prestam depoimento à polícia em Goiânia

Os outros dois colegas do atirador que também ficaram feridos já receberam alta do hospital, que são Hyago Marques e Lara Fleury Borges. A menina foi atingida por um tiro no punho, sendo internada no Hospital de Acidentados Clínica Santa Isabel, no dia 24, e o menino deixou o Hugo no dia 22.

O tiroteio na sala do 8º ano aconteceu na manhã do dia 20 de outubro, em Goiânia, deixando dois adolescentes mortos, João Victor Gomes e João Pedro Calembo, ambos de 13 anos.