Militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área
Fernando Frazão/Agência Brasil - 22.09.2017
Militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro, almirante Roberto Rossatto, afirmou na noite desta sexta-feira (22) que as Forças Armadas irão investir em operações na mata no entorno da favela da Rocinha, assim como nas principais vias de acesso à comunidade para que as forças de segurança do estado atuem com mais facilidade.   A polícia busca por criminosos que invadiram a comunidade no último fim de semana.

De acordo com Rossatto, diferente de outras ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, dessa vez as tropas irão montar uma estrutura nos entornos da Rocinha , onde se encontra uma vegetação de mata fechada. Por isso, o Exército utilizará helicópteros para o desembarque dos oficiais treinados para que possam fazer o reconhecimento da área , e dos militares, que irão auxiliar a comunicação da operação.

Conforme explicou o almirante, a Estrada da Gávea divide a comunidade em duas partes: de um lado a Rocinha e do outro, o Vidigal. Desse modo, o cerco foi modificado – a fim de dividir o terreno para que as tropas atuem apenas na área de interesse com melhor eficácia. As Forças Armadas permanecerão por tempo indeterminado, disse Rossatto.

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, explicou a necessidade da operação, apontando que os criminosos estão, em sua maioria, abrigados na mata, mas como a favela é muito grande, eles podem estar escondidos também em casas na comunidade.

Entenda a crise

Os confrontos na Rocinha começaram no último domingo (17), com uma disputa entre bandidos pelo controle do tráfico de drogas na favela, localizada em São Conrado, zona sul carioca. Na ocasião, não houve atuação efetiva das forças policiais.

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O quadro voltou a se agravar nesta sexta-feira (22) e o governador pediu então ao Ministério da Defesa que as Forças Armadas atuassem no entorno da comunidade. O primeiro contingente de militares chegou à Rocinha às 16h10, com o objetivo de fazer um cerco na favela, em apoio às operações das polícias Militar e Civil.

Em nota, o governo fluminense disse que “vem priorizando a política de segurança, apesar de todas as dificuldades que tem enfrentado, ciente de suas responsabilidades e da importância da preservação da vida”.

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O governo do Rio de Janeiro esclareceu que, “para o cumprimento dos seus objetivos, o estado tem trabalhado de forma integrada com as forças federais, sob a coordenação do secretário de Segurança Roberto Sá, que tem sido incansável no cumprimento do dever”.

Balanço

As ações realizadas nos últimos cinco dias por policiais da 11ª Delegacia de Polícia da Rocinha, em conjunto com policiais militares, resultaram na prisão de três pessoas, identificadas como Edson Gomes Ferreira, Wilklen Nobre Barcellos e Fabio Ribeiro França. Além disso, quatro criminosos morreram nos confrontos, um deles era Thiago Fernandes Da Silva. Os outros três corpos ainda não foram identificados, sendo que dois deles foram encontrados carbonizados. Seis pessoas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhados ao Hospital Miguel Couto.

*Com informações da Agência Brasil

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