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Polícia Rodoviária estima em 300 pessoas o número de manifestantes; ato começou às 6h30 desta terça e bloqueou todas as faixas no sentido litoral

Um grupo de manifestantes contrário à reforma trabalhista protesta na pista marginal da Rodovia Anchieta
Reprodução/Globo
Um grupo de manifestantes contrário à reforma trabalhista protesta na pista marginal da Rodovia Anchieta

Desde as primeiras horas desta terça-feira (11), manifestantes contrários à aprovação da reforma trabalhista – que deve ter a votação concluída nesta terça, no Senado  – participam de um protesto na pista marginal da Rodovia Anchieta, sentido litoral. 

O ato é organizado e conta com a participação de trabalhadores das montadoras Volkswagen, Ford, Scania e Mercedes-Benz. A Polícia Rodoviária, estima em 300 pessoas o número de manifestantes . O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ainda não contabilizou o número de participantes.

Por volta das 9h, o protesto bloqueava todas as faixas da Rodovia Anchieta , no sentido litoral, na altura do quilômetro 24. As informações são da concessionária Ecovias, que administra a rodovia.

Mais cedo, a mesma concessionária informou que a rodovia tinha tráfego lento em direção ao litoral entre o quilômetro 13 e o 15.

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Os motoristas que seguiam pela pista marginal da Anchieta, no sentido litoral, estavam sendo desviados para a pista central, na altura do quilômetro 15. A manifestação causou, por volta das 8h, cerca de dois quilômetros de congestionamento na via. O ato, que começou perto das 6h30 desta terça, segue pacífico. 

Votação no Senado

O Senado deve concluir, nesta terça-feira, a votação da reforma trabalhista. Para aprovar o texto, são necessários 41 votos dos 81 senadores. Se aprovado o projeto sem mudanças, o texto seguirá para sanção presidencial no dia seguinte. Se reprovado, o projeto é arquivado.

A proposição a ser analisada prevê, além da supremacia do negociado sobre o legislado, o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Além disso, extingue a contribuição sindical obrigatória de um dia de salário dos trabalhadores.

A proposta da reforma trabalhista não é vista com bons olhos pela oposição do governo de Michel Temer . Com isso, desde o início das conversas sobre o texto, manifestantes têm se movimentado dentro e fora de Brasília.

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* Com informações da Agência Brasil.