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O Sindicato dos Metroviários anunciou que a categoria vai aderir à greve, enquanto os ônibus devem operar normalmente nesta sexta-feira (30)

Centrais sindicais organizam greve para a próxima sexta-feira (30) em cidades de todo o país
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Centrais sindicais organizam greve para a próxima sexta-feira (30) em cidades de todo o país


Contra as reformas trabalhista e da previdência, centrais sindicais convocaram uma greve geral para a próxima sexta-feira (30). De acordo com a CUT (Central Única dos Trabalhadores), manifestações estão marcadas em todo o País como resposta às propostas do governo Temer.

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Segundo nota no site da CUT, o objetivo da greve  é provar que a "classe trabalhadora pode impedir os projetos que tramitam, agora, em Brasília, de serem aprovados". Para Vagner Freitas, presidente da central, esta posição é reforçada pela última pesquisa do Datafolha sobre o presidente Michel Temer, que registrou aproximadamente 76% de reprovação entre os brasileiros. 

“Temer não tem moral para propor essas reformas e, agora, está perdendo o apoio dos parlamentares que sempre estiveram ao lado dos empresários”, defende Freitas.

Em São Paulo, manifestações estão previstas para acontecer às 11h, na Praça Ramos de Azevedo, na República, e também às 16h no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. Além disso, algumas categorias anunciaram que vão paralisar suas operações. Confira quais serviços estão nesta lista:

Bancos

Em nota em seu site oficial, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região anunciou que "bancários também vão cruzar os braços", porém, não há informações específicas sobre quais bancos e agências estarão fechados.

Metrô

Uma declaração no site do Sindicato dos Metroviários confirmou, na quinta-feira passada (22), que a categoria vai aderir à paralisação no último dia de junho. “Em mais uma demonstração de força e democracia interna, os companheiros votaram em favor da paralisação, em conjunto com as demais categorias profissionais brasileiras”, o portal do sindicato declarou.

Todas as linhas do metrô prometem paralisar as operações, com exeção da  Linha 4 - Amarela, que é administrada pela empresa privada ViaQuatro e deve funcionar normalmente.

Está marcada para hoje (29) uma nova assembleia na sede do Sindicato, que pretende definir qual será a atuação da categoria durante as manifestações da sexta-feira.

CPTM

O portal do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo publicou uma nota, na última segunda-feira (26), convocando a categoria a participar da assembleia, marcada para hoje (29), às 18h, para deliberar sobre a participação ou não da CPTM na paralisação de amanhã.

Ônibus

Já o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo informou, por meio de um comunicado em seu site, que não vai aderir à paralisação. É esperado, portanto, que os ônibus circulem normalmente, por mais que o sindicato tenha declarado que estará presente nos atos políticos marcados.

Rodízio

A CET divulgou, hoje pela manhã, que o rodízio de carros será mantido na cidade de São Paulo na sexta-feira. "Em razão do resultado das últimas audiências, a secretaria entende que o serviço de transporte público deverá funcionar dentro da sua normalidade. Sendo assim, as regras definidas para uma sexta-feira estão mantidas", esclareceu o portal da Companhia.

Histórico de paralisações 

Esta é a segunda greve geral, organizada por centrais sindicais do País, contra as reformas trabalhista e previdenciária. A primeira paralisação aconteceu dia 28 de abril e contou com o apoio de diversas categorias.  Em São Paulo, por exemplo, os ônibus, metrô e trens da CPTM aderiram às manifestações, ainda que de forma parcial. Por mais que o governo federal tenha considerado os protestos como "um fracasso", os sindicatos declararam que o resultado foi positivo.

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