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Administradora da página 'Moça, não sou obrigada a ser feminista' foi alvo de hostilidade após palestra "Desmascarando o Feminismo" na UFG; assista

Administradora da página 'Moça, não sou obrigada a ser feminista' diz ter sido expulsa de universidade em Goiás
Reprodução/Facebook
Administradora da página 'Moça, não sou obrigada a ser feminista' diz ter sido expulsa de universidade em Goiás

O Ministério Público Federal instaurou procedimento para investigar a suposta expulsão de Thais Godoy Azevedo, uma das administradoras da página do Facebook 'Moça, não sou obrigada a ser feminista', durante evento na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG).

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O episódio ocorreu no dia 5 deste mês, quando Thais proferiu palestra cujo tema era "Desmascarando o Feminismo". Após o encerramento de seu discurso, que foi antecipado devido a protestos de parte da plateia, a ativista conhecida pelo posicionamento contrário à causa feminista  precisou do auxílio de uma equipe de seguranças para deixar o local. Diversos estudantes hostilizaram a palestrante – que respondeu às provocações – durante o tumulto ocorrido do lado de fora do auditório da UFG. ( veja no vídeo abaixo )

A Procuradoria de Goiás quer apurar ações ou omissões ilícitas da União, bem como da administração da UFG, acerca da "garantia da liberdade de ir e vir das pessoas que desenvolvem atividades" na instituição de ensino.

O procurador da República Ailton Benedito, responsável pelo procedimento que vai investigar o episódio, deu prazo de dez dias para a direção da UFG encaminhar ao MPF informações sobre as providências tomadas antes do evento e quais serão as medidas adotadas para as próximas palestras do gênero na universidade.

Em depoimento publicado em sua página no Facebook após o tumulto na UFG, Thais Azevedo afirmou ter sido impedida de falar e alvo de tentativas de agressão por parte de estudantes da universidade.

"Muitos que foram me ouvir foram impedidos de me ouvir. Tiveram que fazer um cordão humano para que eu fosse retirada em segurança. Apagaram as luzes na saída, tentaram me bater, filmei tudo. Infelizmente, a UFG não é nem tolerante nem democrática. Eles são fascistas, contrários ao pensamento diferente. Eles quiseram me calar, podem ter conseguido momentaneamente, mas feministas, não passarão!", desabafou a ativista antifeminismo.

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Já depoimento de estudante que estava presente na palestra realizada na universidade dá conta de que o evento foi encerrado após tumulto iniciado devido à própria postura da palestrante, que teria mandado um aluno "calar a boca".

"Ela saiu porque as condições de permanência se exauriram graças às suas provocações, à sua péssima educação, aos xingamentos (pobretões, vagabundos, sustentados) que seu clubinho proferiu aos contrários ao conteúdo da palestra", relatou a estudante Ludmila Melo no Facebook.

Assista abaixo ao vídeo da confusão com a administradora da página 'Moça, não sou obrigada a ser feminista' na UFG:


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