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Trabalhadores pretendiam interromper transporte coletivo entre as 14h e as 17h desta terça-feira (15) na capital paulista; categoria reclama de baixo reajuste salarial e de projeto de lei que retira cobradores dos ônibus

Motoristas de ônibus e cobradores deram prazo de 24 horas para empresários apresentarem nova proposta
Rovena Rosa/Agência Brasil
Motoristas de ônibus e cobradores deram prazo de 24 horas para empresários apresentarem nova proposta

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário de São Paulo suspendeu a paralisação prevista para a tarde desta terça-feira (16). A decisão foi tomada após uma reunião que envolveu representantes das empresas e da prefeitura. Segundo o sindicato, os empresários pediram 24 horas para apresentar uma nova proposta à categoria.

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O movimento que deveria interromper o serviço de transporte coletivo entre as 14h e 17h, é contra o reajuste oferecido de 3% em duas parcelas, considerado baixo pelos trabalhadores. Os funcionários também são contra o projeto que tem como objetivo acabar com a função de cobrador de ônibus na cidade.

Há pouco mais de um mês, o prefeito João Doria anunciou que em quatro anos as passagens do transporte público serão pagas por meio de cartão do Bilhete Único, dispensando a necessidade de cobrador dentro dos coletivos. Doria afirmou que a mudança não causará demissões.

No início de abril, começaram os testes com veículos sem utilizar os serviços de cobradores em uma linha na zonal sul da cidade. Segundo a prefeitura, atualmente, apenas 6% dos usuários do transporte público na cidade pagam em dinheiro. Os demais 94% utilizam modelos do Bilhete Único

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo disse, por meio de nota, que o setor de transporte passa por uma crise e que as empresas têm recorrido a empréstimos para manter as obrigações em dia.

“No último ano, o setor dos transportes por ônibus tem sido afetado, drasticamente, pela queda de passageiros pagantes e pela diminuição da atividade econômica, com sérios impactos na arrecadação municipal. Esta situação tem gerado constantes atrasos nos repasses de recursos orçamentários, provocando resultado financeiro negativo para as empresas.”

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Lei do Xixi

Também nesta terça-feira, o prefeito em exercício, vereador Milton Leite, sancionou a chamada " Lei do Xixi ", que estabelece uma multa de R$ 500 para quem for flagrado urinando nas vias públicas da capital paulista. A prefeitura terá agora 90 dias para regulamentar a lei e definir a aplicação.

De autoria do vereador Caio Miranda (PSB), a ideia é que a lei “promova um convívio sustentável durante grandes eventos, como o carnaval de rua, a Virada Cultural, a parada LGBT e a entrada e saída de jogos de futebol”.

De acordo com o projeto de lei, o montante arrecadado com as multas será direcionado ao Fundo Municipal de Limpeza Urbana.

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*Com informações e reportagem da Agência Brasil

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