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Acusados de planejar atos terroristas para o Estado Islâmico durante os Jogos Rio 2016 foram condenados nesta quinta-feira a até 15 anos de prisão

Suspeitos de planejar ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 foram condenados nesta quinta-feira
Agência Brasil
Suspeitos de planejar ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos Rio 2016 foram condenados nesta quinta-feira

Oito acusados de planejar atentados durante os Jogos Rio 2016  foram condenados nesta quinta-feira (4) pelo crime de recrutamento para organização terrorista. O grupo foi preso entre julho e agosto do ano passado no âmbito da Operação Hashtag.

A sentença foi proferida pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, que condenou Leonid El Kadre de Melo, apontado como líder da organização investigada na Operação Hashtag , a 15 anos e 11 meses de prisão.

Também foram condenados Alisson Luan de Oliveira (6 anos e 11 meses), Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo (6 anos e 3 meses), Israel Pedra Mesquita (6 anos e 3 meses), Levi Ribeiro Fernandes de Jesus (6 anos e 3 meses), Hortêncio Yoshitake (6 anos e 3 meses), Luís Gustavo de Oliveira (6 anos e 3 meses) e Fernando Pinheiro Cabral (5 anos e 6 meses).

O juiz federal determinou que os condenados Leonid, Alisson, Luis Gustavo e Fernando (quarteto que está preso desde meados de julho e agosto do ano passado) não terão o direito de aguardar o julgamento de eventuais apelações em liberdade. Os outros quatro réus na ação penal, que já foram libertados em dezembro do ano passado, poderão recorrer em liberdade.

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Investigações

Na denúncia oferecida à Justiça, os procuradores do Ministério Público Federal relatam que o grupo se dedicava a promover a organização terrorista Estado Islâmico.

"A promoção se daria por intermédio de publicações em perfis das redes sociais Facebook, Twitter e Instagram; de diálogos em grupos fechados do Facebook acompanhados de compartilhamento de material extremista; trocas de emails; e conversas por meio do aplicativo Telegram", relata a denúncia.

As investigações identificaram no material obtido a partir da quebra dos sigilos telemáticos e telefônicos dos acusados conteúdo que exaltava e celebrava atos terroristas já realizados em todo mundo, passando pela postagem de vídeos e fotos de execuções públicas de pessoas pelo Estado Islâmico, "chegando a orientações de como realizar o juramento ao líder do grupo ('bayat'), e atingindo a discussão sobre possíveis alvos de ataques que eles poderiam realizar no Brasil (estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, homossexuais, muçulmanos xiitas e judeus).

Os réus compartilhavam entre si orientações sobre a fabricação de bombas caseiras, a utilização de armas brancas e a aquisição de armas de fogo para realizar atos terroristas, de acordo com as investigações da Operação Hashtag.

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