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Em São Paulo, o Metrô, os ônibus e os professores estão entre os participantes confirmados; veja mais informações sobre serviços parados

Centrais sindicais convocaram greve geral em todo o País contra as reforma da Previdência e trabalhista
Reprodução/Seeb-SP
Centrais sindicais convocaram greve geral em todo o País contra as reforma da Previdência e trabalhista

Centrais sindicais convocaram para esta sexta-feira (28) uma greve geral no País, que deve mobilizar diversas categorias, "contra a reforma da Previdência, trabalhista e a Lei da Terceirização Irrestrita." Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que o presidente da CNTTL, Paulo João Eustasia, está otimista com a mobilização do dia 28.

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“Essa greve geral vai marcar a História do nosso País por conta da unificação de todas as centrais. Temos que estancar essa devastação feita pelo governo golpista contra os trabalhadores. Eu nunca vi antes na história do transporte essa unidade e a determinação para fazer essa mobilização. O empenho de todas as categorias será fundamental. Não podemos falhar, todos devem articular suas bases para essa importante luta”, defendeu o líder sindical.

Entre os organizadores, estão a CUT, a Força Sindical, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. As reformas da Previdência e trabalhista tramitam no Congresso Nacional, sendo defendidas pelo presidente Michel Temer e sua base governista.

Ainda segundo a CUT, os sindicatos e federações dos setores aéreo (aeroviários e aeroportuários), rodoviário/condutores, portuário, metroviário, além de agentes de trânsito filiados à CNTTL/CUT de várias regiões do País decidiram que vão decretar paralisações em todos os atos convocados pelos movimentos sociais, que agora contam com a participação do setor aéreo, envolvendo os aeroportos de Brasília e Guarulhos.

Em São Paulo, uma manifestação está marcada nesta sexta-feira, às 17h, no Largo da Batata, zona oeste da cidade. Veja quais as categorias aderiram à greve e quais serviços devem parar na capital paulista.

Metrô

O Sindicato dos Metroviários decidiu aderir à greve nesta sexta-feira. Os usuários devem ficar atentos, uma vez que todas as linhas devem ficar paralisadas durante o dia todo, com exceção da Linha 4 – Amarela, já que é administrada pela ViaQuatro. Uma assembleia ainda deve acontecer nesta quinta-feira (27), véspera da paralisação.

Escolas públicas e privadas

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) está apoiando a greve. Assim, os professores da rede pública estadual aprovaram integrar seu calendário de lutas à mobilização em assembleia realizada na Avenida Paulista, com a participação de 40 mil educadores.

No site do sindicato, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel) afirma  que a “jornada de lutas dos educadores prevê a continuidade da pressão sobre os deputados federais de São Paulo, para que votem contra as reformas”.

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Além disso, professores estaduais realizam aulas públicas sobre o tema, atos em todas as regiões onde a Apeoesp tem base e articulando pronunciamentos nas Câmaras Municipais. “Nossa militância está engajada, buscando empreender esforços para que a greve geral de 28 de abril seja um sucesso. Essa paralisação é extremamente necessária, para dar um basta nestas reformas que, na verdade, promovem uma desregulamentação geral do mercado de trabalho e de nossos direitos”, afirma Bebel.

Os profissionais da rede privada, coordenados pela Fepesp (Federação estadual), também aprovaram participar da greve geral. Em nota, o Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP) afirmou que mais de 200 professores aprovaram, por unanimidade, a entrada na greve do dia 28, a fim de engrossar o movimento nacional dos trabalhadores contra reforma previdenciária, a reforma trabalhista e a terceirização.

Os profissionais da rede privada, coordenados pela Fepesp (Federação estadual), também participarão da greve geral
Divulgação/Governo de São Paulo
Os profissionais da rede privada, coordenados pela Fepesp (Federação estadual), também participarão da greve geral

“Nós fizemos panfleto sobre as reformas e a importância de aderir ao movimento, além de adesivos que estão sendo distribuídos aos trabalhadores. Também disponibilizamos ramal telefônico do Sindicato e e-mail específico, apenas para atender às demandas da greve. Temos ciência da dificuldade de parar o ensino particular, mas estamos entusiasmados e confiantes no engajamento da categoria”, destaca a primeira-secretária do SinproSP, Silvia Celeste Barbára.

Bancos

O sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região aprovou a adesão à greve. Em votação, oito em cada dez votaram pela paralisação nesta sexta.

“Vamos parar o Brasil inteiro, essa vai ser nossa resposta [às reformas da Previdência e trabalhista do governo Temer]”, disse a presidente do Sindicato Juvandia Moreira em evento realizado pelo Sindicato, que passa por eleições. “Em assembleias realizadas nos locais de trabalho, 81% dos bancários votaram pela participação na greve geral. Então, vamos à luta. Em três dias é plenamente possível fazer toda coleta de votos, já sabemos disso pela experiência de outros anos. A Comissão Eleitoral convoca e a gente reitera. Viva a democracia, viva os bancários.”

Correios

O Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba (Sintect – SP) irá realizar assembleia na noite desta quarta-feira (26). A expectativa é que a categoria entre em greve por tempo indeterminado.

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CPTM

O sindicato dos Ferroviários de São Paulo, em nota, afirmou que a categoria decidiu, em assembleia, aderir à paralisação do dia 28. Ainda segundo as informações do sindicato, as linhas 07 e 10 da CPTM não vão funcionar a partir da meia-noite do dia 28, por 24 horas.

Em nota ao iG , a Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo (STM) afirma que o "Metrô e a CPTM vão recorrer à Justiça para garantir à população a circulação mínima de trens nos horários de pico. Caso a greve seja considerada ilegal, a STM solicitará judicialmente o pagamento de multa aos sindicatos que aderiram ao movimento, vai descontar dos funcionários grevistas o dia não trabalhado e também o dia de descanso remunerado. O Governo do Estado de São Paulo já propôs uma ação judicial para que os sindicatos sejam penalizados pelos prejuízos causados aos usuários."

Ônibus

Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo deve aderir à paralisação. Uma plenária preparatória da categoria para a greve geral está marcada para esta quarta-feira (26) às 15h.