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Reprodução/Twitter
Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso informa que os homens foram mortos por tiros ou facadas

Os corpos de nove pessoas assassinadas na última quinta-feira (20) em uma área rural do distrito de Guariba, em Mato Grosso, já chegaram ao município de Colniza, onde vão passar por perícia e identificação. As informações foram confirmadas pela Polícia Judiciária Civil do estado.

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De acordo com o órgão, os corpos são de homens adultos e, portanto, não há crianças entre os mortos, como havia sido divulgado anteriormente. Três vítimas eram do estado de Rondônia e três do próprio distrito de Guariba, no Mato Grosso . A procedência das demais vítimas ainda está sendo verificada.

A Polícia Judiciária Civil informa que os homens foram mortos por tiros ou facadas e estavam todos no local onde aconteceu a chacina. Os corpos foram resgatados na sexta-feira (21) no fim do dia e o transporte foi feito durante a madrugada deste sábado (22).

O órgão também informou que os corpos foram levados para uma sala preparatória do cemitério de Colniza, onde os trabalhos de perícia devem acontecer durante todo o dia. A divulgação da lista com os nomes das vítimas será feita pela Secretaria de Segurança Pública do estado.

Conflitos por terra

A CPT (Comissão Pastoral da Terra) informa que conflitos fundiários são comuns na gleba onde ocorreram as mortes. A comissão informou que investigações policiais feitas nos últimos anos têm apontado que “os gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”.

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A comissão destacou ainda o fato de a chacina ter ocorrido na semana do dia 17 de abril, quando é lembrado o aniversário do massacre ocorrido em 1996 em Eldorado do Carajás, no Pará, quando 19 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados.

Em nota publicada no seu site oficial, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) considera que a chacina em Colniza é uma “tragédia anunciada”. “Essa onda de violência integra um avanço do modelo capitalista sobre os direitos dos trabalhadores sobre a apropriação dos recursos naturais, terra, minerais, água e etc.”, diz o movimento.

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O documento Cadernos de Conflito no Campo, lançado pela CPT em abril de 2017, informa que a região onde ocorreu a chacina é uma das mais violentas do Mato Grosso e do País.


* Com informações da Agência Brasil

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