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Reprodução/Twitter
Chacina em área rural do Mato Grosso teria sido motivada por disputa por terras, segundo Comissão Pastoral da Terra

O governo do Mato Grosso confirmou que nove pessoas foram assassinadas em um assentamento rural no município de Colniza, localizado a 1.065 quilômetros da capital Cuiabá. De acordo com a CPT (Comissão Pastoral da Terra), entre as vítimas estão crianças e idosos.

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De acordo com a CPT, conflitos fundiários são comuns na gleba onde ocorreram as mortes. A comissão informou que investigações policiais feitas nos últimos anos têm apontado que “os gerentes das fazendas na região comandavam rede de capangas para amedrontar e fazer os pequenos produtores desocuparem suas terras”. As investigações sobre a chacina estão sendo feitas pela Polícia Civil do Mato Grosso .

A imprensa local informa que os crimes ocorreram por volta do meio-dia da última quinta-feira (20), quando homens encapuzados chegaram ao assentamento e dispararam tiros contra as pessoas que estavam no local. Os corpos ainda não foram identificados.

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A comissão destacou ainda o fato de a chacina ter ocorrido na semana do dia 17 de abril, quando é lembrado o aniversário do massacre ocorrido em 1996 em Eldorado do Carajás , no Pará, quando 19 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados.

Perícia

O governo mato-grossense informa que três técnicos da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) decolaram na manhã desta sexta-feira (21) do Ciopaer (Centro Integrado de Operações Aéreas), da Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública), com destino ao distrito de Guariba, localizado a cerca de 150 quilômetros do município de Colniza.

A Sesp acrescenta que de Guariba até o local do crime são mais 200 quilômetros até a localidade de Taquaru do Norte em mata fechada e estrada com atoleiro, além de 15 minutos de barco ou 18 quilômetros a pé. Por esse motivo, a pasta diz que não é possível precisar que horas os peritos chegarão para iniciar os trabalhos.

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O governo do Mato Grosso informa ainda que, por volta das 17h de ontem, profissionais da Polícia Judiciária Civil chegaram, em Guariba, último local com sinal telefônico. Lá encontraram familiares das vítimas. Inicialmente, falava-se em cinco mortos. Ao contrário da informação divulgada pela CPT, a Sesp garante que não há crianças entre as vítimas fatais.


* Com informações da Agência Brasil

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