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Paralisação teve início nesta terça-feira (11) e afeta a circulação das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa; trabalhadores cobram o pagamento do PPR de 2016

CPTM pede que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) classifique a greve dos ferroviários como ilegal
Reprodução/Facebook/Diário da CPTM
CPTM pede que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) classifique a greve dos ferroviários como ilegal

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciou na tarde desta terça-feira (11) que irá protocolar uma ação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para que a greve dos funcionários das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa seja considerada ilegal. A paralisação teve início hoje e é motivada pelo não pagamento integral do valor referente ao PPR  (Programa de Participação nos Resultados) de 2016.

De acordo com a CPTM, a Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí) opera com 63% de seus empregados, enquanto a Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra) tem apenas 10% de seus funcionários trabalhando. A empresa afirma que o sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo não cumpriu decisão do TRT sobre a greve , de obrigatoriedade de manter 75% da operação nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais períodos. Esse percentual deve ser aplicado a todas as funções da operação, notadamente maquinistas, equipes de estações e agentes de segurança.

A empresa informou também que ingressará com Dissídio Coletivo na Justiça, solicitando que o TRT julgue a paralisação ilegal já que a ação do sindicato das linhas 7 e 10 é desproporcional em relação ao seu motivo, pois os empregados não terão prejuízo financeiro e têm garantido pela empresa o pagamento total do PPR.   

“Dessa forma, a CPTM espera que o tribunal tome as providências cabíveis em relação a essa paralisação, que prejudicou a prestação de serviço aos mais de 800 mil usuários  que utilizam diariamente os trens para chegar ao trabalho, a escola, ao médico, a rede hospitalar, entre outros inúmeros compromissos assumidos”, afirmou a companhia, por meio de nota.

A CPTM garante que o pagamento da segunda parcela (50%) do PPR de 2016 será feito no dia 16 de junho deste ano e que o seu valor será corrigido pela inflação medida pelo índice IPC-Fipe acumulado nos meses de abril e maio deste ano, “evitando qualquer prejuízo financeiro aos seus colaboradores”.

“A direção da CPTM ressalta que buscou todas as formas e alternativas no sentido de chegar a um acordo com o referido sindicato e, assim sendo, espera que seus empregados adotem postura responsável de retomar os serviços prestados à população”, acrescentou a empresa.

Operação das demais linhas

De acordo com a CPTM, nesta terça-feira as linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Itapevi), 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú), 11-Coral (Luz – Estudantes) e 12-Safira (Brás – Calmon Viana) operam normalmente.

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Devido à greve decretada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, na Linha 7-Rubi os trens circulam entre as estações Francisco Morato e Palmeiras-Barra Funda, com maior intervalo, desde o início da operação. Na extensão, de Francisco Morato a Jundiaí, o atendimento está sendo feito por Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), com ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). A Linha 10-Turquesa continua paralisada.