CPTM prometeu que o restante da PPR será pago aos funcionários em junho e que valor será corrigido pela inflação
Divulgação/Edson Lopes Jr/A2 Fotografia
CPTM prometeu que o restante da PPR será pago aos funcionários em junho e que valor será corrigido pela inflação

Trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciaram que farão uma paralisação por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (11) nas linhas 7-Rubi (Luz- Francisco Morato-Jundiaí) e 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra).

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Por meio de nota, os funcionários da CPTM informaram que a greve é motivada pelo não pagamento do PPR (Programa de Participação nos Resultados) referente a 2016. O texto foi assinado em conjunto pelos sindicatos dos ferroviários de São Paulo, Zona Sorocabana e da Zona Central do Brasil. Porém, o único sindicato que fará a paralisação é o dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, que representa os que atuam nas linhas 7 e 10.

“Passamos por um processo de negociação onde os sindicatos debateram, exaustivamente, com a empresa indicadores e metas para o PPR 2016, com data de pagamento prevista para o dia 31 de março de 2017. Os funcionários, com muita dedicação e enfrentando todas as dificuldades impostas pela atual gestão da empresa, conseguiram, ainda assim, atingir as metas negociadas”, diz parte do comunicado enviado pelos sindicalistas.

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A nota informa que o pagamento referente ao PPR do ano passado deveria ter sido feito em parcela única, o que, segundo as entidades, não ocorreu.

Esta será a segunda greve no sistema metroferroviário de São Paulo em menos de um mês. No dia 14 de março, funcionários do Metrô paralisaram as atividades  para aderir ao movimento nacional contra a reforma da Previdência. Trabalhadores de diversas empresas de ônibus da capital e da região metropolitana também suspenderam o trabalho ao longo do dia.

Outro lado

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos confirmou, por meio de nota, que a meta era pagar o valor da PPR no fim de março, mas que o depósito integral acabou não sendo viabilizado em razão da crise econômica pela qual o País atravessa. “Assim, como não havia condições financeiras suficientes para efetuar o pagamento em uma única parcela, a companhia depositou 50% do valor apurado no dia 31 de março e o restante será depositado em junho, corrigido pelo índice IPC Fipe do período, sem prejuízo aos empregados.”

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“A CPTM apela ao bom senso para que a categoria não declare uma paralisação que irá prejudicar diretamente a população”, finaliza a nota enviada pela empresa. A empresa informa que desembargador e vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou, no caso de deflagração da greve, que os empregados mantenham pelo menos 75% da operação nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h). Esse percentual deve ser aplicado a todos os serviços de operação de trens, notadamente maquinistas, pessoal de estações, segurança, manutenção e operação, o que não garantirá a operação total da companhia. Nos demais horários, o percentual mínimo foi de 60% desse contingente de empregados. Ainda, de acordo com a liminar, os trabalhadores não poderão liberar gratuitamente as catracas para os usuários. O descumprimento da liminar implicará o pagamento de multa diária de R$ 100 mil.

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