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Reprodução/Youtube
Testemunhas filmaram momento em que policiais atiraram em feridos em frente a escola pública no Rio de Janeiro

Dois policiais militares foram presos e autuados nesta sexta-feira (31) por suspeita de terem atirado contra dois homens feridos, que estavam deitados no chão em frente à Escola Municipal Jornalista Escritor Daniel Piza, em Acari, no Rio de Janeiro. Imagens do momento de execução foram filmadas por vizinhos do colégio e estão sendo compartilhadas nas redes sociais. Uma adolescente de 13 anos também morreu após o confronto na zona norte da cidade.

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Na manhã de sexta-feira (31), a Polícia Civil confirmou que os policiais foram presos e autuados por homicídio, mas não informou o horário da prisão. Acusados por execução, os suspeitos, que permanecem anônimos, foram encaminhados ao Batalhão Especial Prisional, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O caso de assassinato também está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar. Em nota, a PM declarou que será aberta “apuração da flagrante ilegalidade”, conforme determinado pelo comando da corporação.

Supostamente, as duas vítimas estavam feridas quando receberam os tiros finais, conforme foi informado por testemunhas. De acordo com a PM, oficiais do 41º batalhão, em Irajá, foram acionados e se envolveram em confronto com homens praticando atividade ilegal na Fazenda Botafogo.

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Ainda nesta sexta-feira, parentes foram ao Instituto Médico- Legal (IML) para liberar o corpo de uma das vítimas, Alexandre dos Santos Albuquerque, de 38 anos. A irmã de Alexandre, Alessandra dos Santos, disse sentir “muita revolta”. “O vídeo mostra que eles foram executados”, afirmou.

Já a viúva de Alexandre, Bruna Maria Silva, de 26 anos, não teve coragem de assistir às imagens. “Tinham que ter socorrido, não era para executar”, falou. Bruna estava trabalhando quando recebeu a notícia da morte de seu marido.

Morte de estudante 

No mesmo dia, a escola pública também foi palco da morte de Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos. A garota praticava esportes na quadra do colégio quando foi atingida por três tiros, falecendo no local.

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Testemunhas relatam que os tiros partiram do conflito entre os policiais e os homens, e atingiram também a sala da direção da escola. Entretanto, a família da menina questiona a versão, dizendo que “bala perdida é uma, não três”.

Daniela Conceição, uma das irmãs da menina que mora em outro bairro do Rio de Janeiro, se preocupava com a segurança na região. “Ela estava sempre lá em casa, e a gente falava: Maria Eduarda, toma cuidado”, conta. 


*Com informações de Agência Brasil

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