Vídeo com imagens do espancamento foi publicado na internet; Justiça decretou prisão de cinco envolvidos
Reprodução/Facebook
Vídeo com imagens do espancamento foi publicado na internet; Justiça decretou prisão de cinco envolvidos

A Justiça do Ceará recebeu a denúncia do Ministério Público estadual contra os sete indivíduos acusados pela morte da transexual Dandara dos Santos. O caso ocorreu no dia 15 de fevereiro em Fortaleza e ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens do crime, nas quais é possível ver a vítima sendo espancada antes de morrer .

Todos os acusados tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça . Cinco deles foram presos, enquanto dois ainda estão foragidos. O promotor responsável pelo caso, Marcus Renan Palácio, detalhou nesta sexta-feira (24) o teor da denúncia. O inquérito indica que, ao todo, 12 pessoas participaram do crime – 12 adultos e quatro adolescentes, que já foram apreendidos.

Um dos adultos envolvidos é apontado pelas investigações como chefe do tráfico de drogas no bairro Bom Jardim, na periferia de Fortaleza , onde aconteceu o crime. Dandara morava em um conjunto habitacional próximo do local.

De acordo com as investigações feitas pela Polícia Civil , o assassinato teria sido motivado por pequenos furtos que Dandara supostamente cometia na região. “Há um pacto entre os traficantes de drogas de que ninguém pratique crimes contra o patrimônio no território que eles comandam. Especificamente, não foi um crime de homofobia , embora na conduta de cada um deles haja um sentimento íntimo homofóbico”, explicou Palácio.

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O vídeo que mostra as agressões foi utilizado pela polícia para identificar os participantes do crime. As imagens mostram Dandara sendo brutalmente espancada e xingada. Depois, ela é colocada em um carrinho de mão e levada para outro local, que o vídeo não registra.

Ferimentos

O laudo elaborado pela Perícia Forense do Ceará determinou a causa da morte como traumatismo craniano, causado por dois disparos contra o rosto e pelo arremesso de uma pedra contra o crânio dela. O promotor determinou na denúncia que o crime é quadruplamente qualificado: por motivos fútil e torpe, por tortura e crueldade e por utilizar recursos que dificultaram a defesa da vítima.

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Além das denúncias apresentadas à Justiça contra os acusados, o Ministério Público analisa também o tempo decorrente entre as chamadas feitas para o 190 e o atendimento da ocorrência pela Polícia Militar. Segundo Palácio, passaram-se 35 minutos entre o início do espancamento e os disparos que mataram Dandara. Foi solicitada à Secretaria da Segurança Pública de Defesa Social os registros que tratam do crime e da ida de uma viatura policial ao local.


* Com informações da Agência Brasil

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