As investigações resultaram em 14 prisões, sendo três em flagrante por porte ilegal de arma, e na apreensão de quatro pistolas
Divulgação/Polícia Civil
As investigações resultaram em 14 prisões, sendo três em flagrante por porte ilegal de arma, e na apreensão de quatro pistolas

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (8), uma operação contra a máfia chinesa na capital paulista e no Guarujá, cidade litorânea do estado. Batizada de Fujian, a operação teve início a partir de investigações sobre o homicídio de pessoas de origem chinesa.

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“No curso das investigações , surgiram diversas informações sobre prática de outros crimes, como casos de extorsões, sequestro, tráfico de mulheres, exploração, jogos, enfim, uma gama de atividades delituosas que originaram os mandados de prisão cumpridos na operação”, disse a diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Elisabete Sato.

No total, 14 pessoas foram presas nesta quarta. Durante a ação foram cumpridos ainda 33 mandados de busca e apreensão. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP), os detidos e as vítimas pertencem à província chinesa de Fujian. 

Ao chegarem ao Brasil, parte deles entrou para o comércio de eletrônicos e a outra se dividiu em duas facções que atuam na zona central da cidade, extorquindo dinheiro dos compatriotas para oferecer proteção e praticando outros delitos.

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“Quando as pessoas se negavam a pagar, eram agredidas, tinham as lojas destruídas e, em alguns casos, tinham levados os produtos dos comércios”, disse a secretaria em nota.

Apurações

Nos últimos cinco meses, a equipe do DHPP se aproximou da comunidade chinesa, com auxílio do consulado chinês, para conseguir a confiança das pessoas que poderiam colaborar com as investigações.

“As apurações resultaram em 14 prisões, sendo três em flagrante por porte ilegal de arma, e na apreensão de quatro pistolas – uma 380, duas 9mm e uma calibre 635 –, além de dois silenciadores e R$ 12,5 mil”, segundo a SSP.

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A polícia informou que vai continuar com as investigações para identificar mais vítimas, levantar inquéritos de outras delegacias e apurar ocorrências que não chegaram ainda ao conhecimento das autoridades. Os arquivos dos detidos serão encaminhados para a Polícia Federal a fim de comprovar a identidade e legalidade da situação de residência deles no Brasil.

* Com informações da Agência Brasil.

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