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Saída dos militares deve ocorrer de "maneira gradativa, sob um planejamento também logístico", informou o Ministério da Defesa

Soldados das Forças Armadas atuaram na segurança em Vitória, no Espírito Santo, durante motim de policiais militares
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 13.2.17
Soldados das Forças Armadas atuaram na segurança em Vitória, no Espírito Santo, durante motim de policiais militares

Os soldados das Forças Armadas, convocados para patrulhar as ruas do Rio de Janeiro , de Niterói e de São Gonçalo em apoio à Polícia Militar, vão manter o policiamento até a meia-noite desta quarta-feira (22), informou o Comando Militar do Leste. 

O emprego das Forças Armadas na região metropolitana do Rio foi autorizado por um decreto de Garantia da Lei da Ordem, cujo prazo termina nesta quarta. Nesta terça-feira (21), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou a retirada das tropas dos três municípios.

A assessoria de imprensa do Ministério da Defesa informou nesta quarta que a saída "vai ocorrer de forma gradativa, sob um planejamento também logístico".

A chegada dos nove mil militares às ruas se deu em meio aos protestos de familiares de policiais, que impediam a saída dos PMs de algumas unidades, como o Batalhão de Choque. Os manifestantes, que se identificavam como mulheres e parentes de PMs, cobravam o pagamentos de salários atrasados, a exemplo do que aconteceu no Espírito Santo.

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Segundo a Polícia Militar, mesmo com o apoio das tropas federais, a corporação não deixou de fazer o patrulhamento.

Espírito Santo

O presidente também enviou militares das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública ao Espírito Santo. O estado enfrentou, em fevereiro, uma onda de violência sem precendentes devido à paralização dos policiais militares.

Além de reajuste salarial, as famílias dos PMs pediam o pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno. Também foram denunciados o sucateamento da frota e a falta de perspectiva de carreira.

A presença dos efetivos do Exército, Marinha e Aeronáutica no Espírito Santo será prorrogada por 13 dias além do que estava previsto. Na semana passada, o governo já havia autorizado a permanência dos 3.450 militares na Operação Capixaba até a próxima quinta-feira (23).

Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a diferença se dá porque as polícias militares ainda estão desfalcadas em cerca de 30%. “No Espírito Santo, a situação de falência da Segurança Pública é evidente. Por isso, iremos renovar a GLO (a chamada Garantia da Lei e da Ordem). Conversei com assessores e decidi que mais 13 dias serão necessários, e agora deve-se fechar a logística”, informou o ministro, segundo sua assessoria de imprensa.

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Solicitada pelo governador do estado ou do Distrito Federal, em casos excepcionais, a GLO é feita ao presidente da República quando há insuficiência das forças estaduais de Segurança Pública. Com isso, o presidente analisa a possibilidade de enviar as Forças Armadas ou a Força Nacional ao lugar.

* Com informações da Agência Brasil.

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