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Movimento feito pelas esposas dos policiais no Estado é semelhante ao que é realizado no Espírito Santo; elas reivindicam melhores condições de trabalho

Mulheres dos policiais do Rio de Janeiro reivindicaram, em reunião, melhores condições de trabalho para a categoria
Vladimir Platonow/Agência Brasil - 11.2.2017
Mulheres dos policiais do Rio de Janeiro reivindicaram, em reunião, melhores condições de trabalho para a categoria

A reunião entre o comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro e as mulheres dos policiais do Estado – que, assim como no Espírito Santo, iniciaram movimento por melhorias para a categoria – terminou sem acordo. Representantes do Ministério Público participaram do encontro, que reuniu cerca de 40 pessoas e durou três horas.

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As esposas dos policiais do Rio de Janeiro bloqueiam desde sexta-feira (10) os portões de diversos batalhões e companhias da PM no Estado, de modo a impedir a saída de viaturas para o patrulhamento nas ruas. O movimento é semelhante ao que ocorre no Espírito Santo.

Na saída da reunião, que ocorreu no fim da tarde de sábado (11), as mulheres disseram que não houve acordo sobre elas deixarem os batalhões. “Não houve negociação. Eles não podem resolver os nossos problemas. Precisamos de medidas urgentes, de uma pauta que funcione para os nossos policiais , porque eles estão sofrendo todos os dias. O nosso movimento não vai parar”, disse Cristiane, esposa de um policial. Ela não forneceu o sobrenome.

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Veronica Nunes, outra participante da reunião, ressaltou que o grupo reivindica não apenas reajustes salariais, como também melhoria das condições de trabalho. “Dinheiro não é tudo. Precisa de condições de trabalho nas ruas. Um armamento que tenha manutenção decente, porque todos os dias morrem policiais porque não têm um fuzil que funciona, as viaturas não são blindadas. A escala de trabalho é surreal. Enquanto isso não acontecer, o movimento não vai parar. Vamos continuar nas portas dos batalhões.”

Represálias

Veronica denunciou que a corporação está aplicando represálias contra os policiais, pois, segundo ela, estão sendo anotadas as placas dos carros que as esposas utilizam. “Têm maridos que estão sendo presos e punidos, porque a gente está indo de carro para os batalhões e os coronéis estão anotando as placas e vendo quem são os donos”, disse.

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Por meio de nota enviada à imprensa, a corporação informou que o comandante da PM no Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, se apresentou como o interlocutor formal com o governo do Estado e comprometeu-se a estudar a viabilidade das reivindicações que competem à Polícia Militar , tais como escalas, melhores condições de trabalho e atendimento médico. Segundo o comunicado, ficou acertado que será agendada uma nova reunião, desta vez, com a presença de um representante do governo fluminense.


* Com informações da Agência Brasil

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