Tamanho do texto

Detentos estão sendo retirados das celas para a varredura; área externa do presídio também está sendo patrulhada, e visitas continuam suspensas

Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Roraima, abriga quase o dobro de sua capacidade
Reprodução/ Google Maps
Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Roraima, abriga quase o dobro de sua capacidade

A Polícia Militar (PM), junto a agentes penitenciários e ao efetivo do Exército fazem, nesta sexta-feira (27), uma revista na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, zona rural de Boa Vista, em Roraima, onde, no início do mês, uma rebelião resultou na morte de 33 detentos.

LEIA MAIS: Governo de Roraima divulga lista de 31 detentos mortos em penitenciária

Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do Estado de Roraima , a varredura deve durar o dia todo e envolve a participação de 20 homens do Grupo de intervenção Tática, 20 agentes penitenciários, 170 policiais militares e efetivo do Exército da 1ª Brigada de Infantaria e Selva.

Em nota, a secretaria disse que os detentos estão sendo retirados das celas para a varredura. "Estão sendo empregados detectores de metais de chão e de parede para auxiliar nos serviços", informa a nota, acrescentando que uma ação semelhante foi feita em dezembro de 2015 na unidade.”

Agentes da Força Nacional patrulham a área externa do presídio. De acordo com a Secom, para reforçar a segurança no local as visitas continuarão suspensas.

Crise no sistema penitenciário

As rebeliões em unidades prisionais na região Norte, logo no início do ano evidenciaram a fragilidade do sistema prisional no país. Antes do conflito em Roraima, no dia 6 de janeiro, o estado do Amazonas teve rebeliões em três unidades prisionais, que resultaram em 65 mortes e a fuga de 225 internos, nos primeiros dias de janeiro.

LEIA MAIS: Penitenciária de Roraima amanhece com pelo menos 30 presos mortos

Nesta quinta-feira (26), a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas divulgou um balanço das ações e informou que dos 225 presos foragidos desde o dia 1º de janeiro, 91 foram recapturados.

Também voltaram para o presídio 19 foragidos de datas anteriores do 1º dia do ano, que ocorreram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e no Instituto Penal Antônio Trindade, ambas situadas no km 8 da BR-174, em Manaus.

Nesta quinta-feira, após revista feita no Centro de Detenção Provisória Masculino, situado no km 8 da BR-174, para a recontagem dos detentos, foram apreendidos 14 celulares e 115 porções de drogas. Também foram encontrados 56 estoques – um tipo de arma branca feita artesanalmente –, 16 marteletes e R$ 500 em espécie, bem como carregadores de celulares e cachimbos.

Os presos das unidades localizadas no km 8 da BR-174 e da Unidade Prisional do Puraquequara, em Manaus, poderão receber visitas neste sábado (28) e domingo (29).

LEIA MAIS: Para conter crise no sistema carcerário, Roraima pede ajuda com urgência a Temer

Nos últimos dias, além de Roraima e Amazonas, também foram registradas rebeliões e fugas em unidades prisionais em São Paulo, onde mais de 150 presos fugiram de uma penitenciária em Bauru. Em Pernambuco, ocorreram quatro fugas e no Rio Grande do Norte, onde uma rebelião na penitenciária estadual de Alcaçuz resultou na morte de 26 detentos.

* Com informações da Agência Brasil.