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Nesta quinta-feira, 78 agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária chegaram ao Rio Grande do Norte; presídio está sob domínio dos presos desde o último dia 14; 26 detentos já foram mortos em confrontos internos

Polícia Militar do RN entrou em Alcaçuz na manhã do último sábado para erguer muro entre presos
Reprodução/Globo News
Polícia Militar do RN entrou em Alcaçuz na manhã do último sábado para erguer muro entre presos

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, recebeu, na manhã desta sexta-feira (27), agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE). A operação tem como objetivo a retomada do controle do presídio que, desde 14 de janeiro, está sob domínio dos detentos, que circulam pelo pátio e pelos pavilhões.

A Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária chegou nesta quinta-feira (26)  ao Rio Grande do Norte . Os 78 agentes vêm do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, do Rio de Janeiro, do Ceará, de São Paulo e do Distrito Federal e devem permanecer no estado por 30 dias.

A definição do início da atuação destes agentes ocorreu em uma reunião entre a Secretaria de Justiça e da Cidadania do Estado (Sejuc) e as forças envolvidas na operação de retomada de Alcaçuz.

Os integrantes da força-tarefa trocarão informações com os agentes penitenciários do estado para fazer o reconhecimento da situação em Alcaçuz. A reunião desta quinta também serviu para definir as estratégias de atuação na penitenciária.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindiasp), Vilma Batista, os agentes devem combater a crise que se instalou no sistema prisional do estado, uma vez que têm pleno conhecimento do funcionamento do aparelho.

Ademais, a presidente do Sindicato ainda destaca que as intervenções de diferentes forças de segurança, como o Bope e o Batalhão de Choque, ficam mais voltadas para a contenção de motins de presos, que ocupam as áreas externas do presídio.

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“Essas forças não têm uma intervenção continuada com o sistema penitenciário. Já os agentes da força tarefa têm um trabalho específico nas penitenciárias, eles entendem o que é o sistema penitenciário e como fazer lá dentro”, disse Vilma.

Ainda de acordo com a líder do Sindiasp, a força-tarefa deverá trabalhar em conjunto com os agentes penitenciários do estado do Rio Grande do Norte a fim de fazer com que os presos voltem aos pavilhões. “Junto com os agentes vamos tentar entrar e conter os presos. Se tudo der certo, vamos colocar as grades nos pavilhões e tentar colocar a situação em um patamar administrável”, acrescentou.

Crise em Alcaçuz

Alcaçuz está entregue aos presos desde o último dia 14. Duas facções criminosas – o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Sindicato do RN – entraram em confronto, com o saldo de 26 mortos até o momento.

Como uma das estratégias para separar os membros das duas facções, o governo local vai construir um muro no meio do presídio. Enquanto o muro não é erguido, os presos são separados por uma coluna de contêineres.

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Após a rebelião em Alcaçuz, as forças de segurança descobriram oito túneis perto dos muros do presídio. Os números mais recentes divulgados pelo governo do Rio Grande do Norte dão conta de 56 fugitivos, 4 recapturados, 26 mortos e dez feridos.

* Com informações da Agência Brasil.