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Ex-diretor da Área Internacional da Petrobras apresentou novos fatos sobre corrupção na estatal; pedido havia sido negado pelo ministro Teori Zavascki

Nestor Cerveró quer acrescentar novas informações ao seu acordo de delação premiada na Operação Lava Jato
Wilson Dias/ Agência Brasil - 4.2.15
Nestor Cerveró quer acrescentar novas informações ao seu acordo de delação premiada na Operação Lava Jato

O MPF (Ministério Público Federal) solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) no fim do ano passado que incluísse três novos anexos à delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró após ele apresentar novos fatos sobre a corrupção na empresa.

O ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no último dia 19, era o relator da Operação Lava Jato no Supremo . Em um de seus últimos atos na função, ele negou o pedido do MPF sobre Cerveró , alegando que isso poderia prejudicar a apreciação da delação original. Ele, entretanto, não descartou os novos fatos, ordenando que fossem apurados em uma nova investigação, sob sigilo.

Em despacho no qual indeferiu a homologação dos novos anexos, tornado público nesta quinta-feira (26), Teori revelou alguns dos argumentos do MPF a favor da inclusão dos novos depoimentos, que são sigilosos, na delação premiada de Cerveró.

O MPF informa que os novos fatos dizem respeito ao pagamento de vantagens indevidas para a ampliação de instalações da BR Distribuidora; à aquisição de precatórios pela Petrobras e pela BR Distribuidora; e ao pagamento de propina para o fornecimento de asfalto em Mato Grosso. O ex-diretor da Área Internacional da estatal citou o nome de uma alta autoridade do estado como envolvida no esquema.

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que os novos anexos situam-se "no entorno do escopo temático da Operação Lava Jato , afigurando-se instrumentalmente conexos a ela".

Homologação

A colaboração premiada do ex-diretor foi homologada por Teori em 14 de dezembro de 2015, enquanto o pedido do MPF para a inclusão dos novos depoimentos foi feito quase um ano depois, em 13 dezembro de 2016. Já no dia seguinte, o ministro negou a petição.

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O despacho de Teori Zavascki é datado de poucos dias antes do início do recesso do STF, em 21 de dezembro de 2016. No último dia 17 de janeiro, Janot enviou uma nova petição ao ministro, pedindo que fossem enviadas à PGR as folhas referentes aos novos anexos, que não haviam sido remetidas de volta após ser negada a inclusão na delação original de Cerveró, de modo que pudesse tomar as providências cabíveis para prosseguir a apuração dos fatos.


* Com informações da Agência Brasil