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Na terça-feira, 152 detentos fugiram do Instituto Penal Agrícola após rebelião; administração está transferindo internos para outras unidades

Rebelião no Instituto Penal Agrícola de Bauru teve início após confusão entre presos e agentes penitenciários
Reprodução/Google Maps
Rebelião no Instituto Penal Agrícola de Bauru teve início após confusão entre presos e agentes penitenciários

Após fuga em massa ocorrida na última terça-feira (24) no Instituto Penal Agrícola de Bauru, no interior de São Paulo, 41 dos 152 presos que escaparam continuam foragidos. A informação foi passada nesta quinta-feira (26) pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). A pasta informou que parte dos detentos foi transferida para outras unidades prisionais, mas, alegando questões de segurança, não deu detalhes sobre os destinos.

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A SAP informa que o Instituto Penal Agrícola de Bauru tem capacidade para 1.124 internos, mas abrigava 1.427 presos. O Sindicop (Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista) afirma que 600 presos continuam no presídio, em um dos prédios que não foi incendiado ou danificado durante a rebelião de terça-feira.

O sindicato informa que agentes penitenciários que estavam de folga foram convocados para ajudar na transferência, que teve colaboração do Grupo de Intervenção Rápida. O Instituto Penal Agrícola funciona em regime semiaberto e está localizado na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, altura do km 349, na zona rural, em uma área de 240 alqueires. O local é cercado por alambrados, mas não tem muralhas e segurança armada.

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O tumulto teve início após um desentendimento entre presos e funcionários. Houve confusão quando um agente de segurança penitenciária surpreendeu um detendo que estava usando um celular. Colchões foram queimados. A SAP informou que os internos envolvidos na rebelião e os que foram recapturados regredirão ao regime fechado.

“Normalidade”

Apesar da fuga de 152 internos, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou na terça-feira que a situação no presídio estava “normalizada”. “Lá é uma unidade onde normalmente há tranquilidade, em razão de ser de semiaberto. Houve esse episódio que gerou tumulto, mas já retomou a normalidade”, disse o titular da pasta.

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No mesmo dia da rebelião, a SAP informou que já havia recapturado 90 presos. Inicialmente, a Polícia Militar havia estimado que 200 presos conseguiram fugir. A informação gerou pânico em Bauru, fazendo com que lojas e agências bancárias fechassem as portas. Até o Poupatempo e a prefeitura da cidade chegou a interromper as atividades no início da tarde.


* Com informações da Agência Brasil