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Procurador-geral da República diz que teme atraso no processo; responsável pelas ações era o ministro Teori Zavascki, que morreu na semana passada

Procurador-geral da República, Rodrigo Janot participou de reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia
Fellipe Sampaio/ SCO/ STF (15/10/2014)
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot participou de reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta terça-feira (24) ao STF (Supremo Tribunal Federal) urgência na decisão sobre a escolha do relator das ações da Operação Lava Jato. Após a morte do ministro Teori Zavascki, a Corte busca internamente uma definição sobre quem irá assumir os processos. Não há data para que uma decisão seja tomada. O Supremo está em recesso e a previsão é de que os trabalhos sejam retomados na semana que vem.

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Na segunda-feira (23), a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, começou a fazer consultas informais em busca de uma solução consensual. Além de procurar alguns ministros informalmente, Cármen foi ao gabinete de Teori conversar com servidores e os juízes auxiliares do ministro sobre o andamento do processo de homologação das delações de executivos da empreiteira Odebrecht. Também na segunda, a ministra participou de reunião com Janot .

Segundo os auxiliares do ministro morto em acidente aéreo na última quinta-feira (19), a análise dos depoimentos está avançada. Teori estava prestes a homologar os depoimentos. A decisão estava prevista para fevereiro.

Mais cedo, Cármen autorizou os juízes auxiliares de Teori a retomar a partir de hoje os procedimentos  formais para que as delações de executivos da empreiteira Odebrecht sejam homologadas.

Com a morte do ministro, o trabalho dos juízes auxiliares e dos funcionários com os documentos da Odebrecht foi suspenso, já que eles executavam as tarefas com autorização delegada por Teori. Após a tragédia, a delegação para executar os trabalhos cessou, o que impede a continuidade da análise.

Acidente

Teori estava a bordo de um avião Beechcraft King Air C90GT que caiu no mar quando se aproximava do aeroporto de Paraty, no Rio de Janeiro . Outras quatro pessoas estavam a bordo e também morreram: o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono da aeronave e do grupo hoteleiro Emiliano; a massoterapeuta Maíra Lidiane Panas Helatczuk; a professora Maria Hilda Panas Helatczuk, mãe de Maíra; e o piloto, Osmar Rodrigues.

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Depois da tragédia, Janot afirmou que temia atraso nas investigações da Lava Jato e disse que todas as hipóteses sobre o acidente devem ser apuradas.


* Com informações da Agência Brasil