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Governo anunciou medidas emergenciais para retomar o controle da penitenciária, que está nas mãos dos detentos desde o dia 14 de janeiro

Em Alcaçuz (RN), barreira de contêineres irá separar os presos; ministério anunciou verba para novos presídios
Sumaia Villela/Agência Brasil - 21.1.2017
Em Alcaçuz (RN), barreira de contêineres irá separar os presos; ministério anunciou verba para novos presídios


O governo do Rio Grande do Norte anunciou medidas emergenciais para retomar o controle da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na noite desta segunda-feira (23). O complexo está nas mãos dos detentos desde o dia 14 de janeiro e já deixou 26 mortos (mais duas vítimas fatais ainda não estão confirmadas). Entre outras medidas, está o recebimento de 70 agentes do Grupo Nacional de Intervenção Penitenciária, recém criado pelo Ministério da Justiça.

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O efetivo de Alcaçuz hoje conta, em média, com seis agentes por turno para supervisionar aproximadamente 1.200 presos e os novos agentes vão ajudar a reforçar a equipe. O pedido foi feito pelo governador do estado no início da semana, de acordo a secretária de Comunicação do estado, Juliska Azevedo.

Algumas ações já tiveram início nesta segunda, como a instalação de cerca externa com alarme no entorno de Alcaçuz a uma distância de 50 metros dos muros do presídio. A limpeza da vegetação no entorno da penitenciária também já teria começado, segundo a secretária.

Além dessas medidas, foram anunciados reparos de três guaritas desativadas; a construção de uma eclusa no portão de acesso ao pavilhão 5; a implantação de um sistema de videomonitoramento; a iluminação do entorno do presídio e a concretagem da base dos muros do presídio pelo lado de fora. O prazo para execeutar essas providências é de 30 dias.

As medidas foram anunciadas em coletiva de imprensa pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social do estado, Caio César Bezerra.

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O secretário falou sobre a previsão de o presídio ser retomado pelo estado: "já estamos trabalhando na iluminação, no isolamento das unidades, dois pavilhões já receberam as primeiras reformas, consertando muros, medidas indispensáveis para retomar os presos para dentro dos pavilhões", detalhou.

Caio César também afirmou que não haverá remanejamento de detentos de Alcaçuz. Para retomar o controle da penitenciária serão reformados emergencialmente os pavilhões 2  e 3. Ao longo de toda a obra, as forças policiais irão se manter dentro da unidade. Segundo Juliska Azevedo, uma reunião paralela do setor de infraestrutura decidia, no momento da coletiva, que estrutura usar para abrigar os presos até que os reparos sejam concluídos.

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*Com informações da Agência Brasil