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Investigações apontam que furtos podem ter sido cometidos pela família dos doadores das peças de arte; mandados são cumpridos em três estados

Museu Imperial, em Petrópolis, abriga inclusive os restos mortais de Don Pedro II
Divulgação/ViajaNet
Museu Imperial, em Petrópolis, abriga inclusive os restos mortais de Don Pedro II

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Antiquários, com o objetivo de apurar o roubo de peças de arte pertencentes ao Museu Imperial, em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

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Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia. A intenção da PF é não só localizar as obras de arte, como aprofundar as investigações de furto qualificado. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro .

Investigações apontam para a família de doador

As investigações contam como o apoio do próprio Museu Imperial. No ano de 1999, houve uma doação por escritura pública de um imóvel e de aproximadamente 4 mil peças, pertencentes a Paulo Geyer, ao Museu Imperial.

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As investigações do inquérito policial apontam que, no ano de 2014, parentes dos próprios doadores possam ter se aproveitado dessa condição para furtar diversos itens doados, antes da incorporação definitiva das peças ao acervo do Museu e, após o falecimento do último doador, que permanecia com a propriedade dos bens na condição de usufrutuário das peças. A esposa de Geyer, Maria Cecília, morreu naquele mesmo ano.

A chamada coleção Geyer fica na antiga casa do milionário, que tornou-se um museu chamado Casa Geyer, no Rio de Janeiro. A casa é vinculada ao Museu Imperial de Petrópolis, na região serrana fluminense.

O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, é um museu histórico-temático localizado no centro histórico da cidade de Petrópolis.

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O Polícia Federal que atua no Rio de Janeiro suspeita que os investigados na Operação Antiquários faziam de suas residências e escritórios, galerias de arte privadas com o acervo desviado do Museu Imperial. As penas do crime furto qualificado podem chegar a até oito anos de reclusão e multa.

* Com informações da Agência Brasil.